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Política

Processo sobre atentado a Ferro p�ra na Justi�a

CÉLIO GOMES GILVAN FERREIRA A juíza de Cacimbinhas, Iva Bernadete, marcou para a próxima terça-feira o depoimento dos acusados de envolvimento no atentado contra o deputado estadual Cícero Ferro (PMDB), que ocorreu em 31 de janeiro deste ano, no municíp

Por | Edição do dia 06/06/2004 - Matéria atualizada em 06/06/2004 às 00h00

CÉLIO GOMES GILVAN FERREIRA A juíza de Cacimbinhas, Iva Bernadete, marcou para a próxima terça-feira o depoimento dos acusados de envolvimento no atentado contra o deputado estadual Cícero Ferro (PMDB), que ocorreu em 31 de janeiro deste ano, no município de Minador do Negrão, a 170 Km de Maceió. Esta é a segunda tentativa da juíza de ouvir o depoimento do fazendeiro José Nilton Ferro, de seus três filhos e de Jackson Ferro, filho do vereador Jacó Ferro, de Minador do Negrão. No relatório final do inquérito os cinco acusados foram indiciados pelo delegado de Palmeira dos Índios, Rosivaldo Villar, por tentativa de homicídio. O indiciamento foi acatado pelo Ministério Público (MP) que ofereceu denúncia contra os cinco e encaminhou o processo para a juíza Iva Bernadete, que agora terá a decisão de mandá-los ou não a julgamento popular – se confirmar o entendimento da Polícia e do MP caso eles serão pronunciados. Os apontados como responsáveis pela tentativa de assassinato estão foragidos desde o dia do crime. A juíza Iva Bernadete decretou a prisão do fazendeiro José Nilton Cardoso Ferro, primo do deputado Cícero Ferro, dos seus três filhos e de Jackson Ferro. Falha na operação Apesar de garantir a criação de uma operação, envolvendo as polícias dos estados de Pernambuco e da Bahia, para prender os acusados de envolvimento no atentado, a Secretaria de Defesa Social ainda não conseguiu qualquer informação que levasse à prisão do grupo. A promessa de prender os acusados no crime foi feita pelo secretário de Defesa Social, Robevaldo Davino, logo após o atentado, há quatro meses. Segundo o presidente do inquérito, delegado Rosivaldo Villar, as buscas para prender José Nilton Cardoso Ferro e os outros acusados de envolvimento no crime continuam, mas ainda não avançaram. Villar sugere que o grupo deve estar fora do Estado. “Continuamos nas buscas para prender o grupo. As investigações continuam, mas não conseguimos grandes avanços. É possível que eles não estejam mais em Alagoas, pois nós realizamos várias buscas e não conseguimos encontrá-los. Nós enviamos cópia dos mandados de prisão, fotos e informações sobre todos eles para as secretarias de Segurança Pública de vários estados do Nordeste, mas infelizmente ainda não conseguimos êxito nas tentativas de prender os acusados”, explicou Rosivaldo Villar. Participantes No atentado ao deputado Cícero Ferro, seu motorista, José Maria Ferro, também boi baleado. Os dois saíam de uma propriedade do parlamentar nos arredores de Minador do Negrão quando, afirmam, foram surpreendidos por uma emboscada. A princípio, as duas vítimas apontaram pelo menos oito participantes do crime. Esse número, no entanto, nunca foi devidamente confirmado. Todas as informações iniciais sobre os possíveis responsáveis pelo atentado saíram do deputado e de seu motorista. Pela descrição das vítimas, pelo menos dois carros estavam na emboscada com vários homens em cada um deles, em momentos diferentes naquele começo de manhã de janeiro. Havia, ainda segundo Cícero Ferro, gente nas esquinas que supostamente sabia da emboscada em andamento e também seria cúmplice do crime. Passadas as primeiras investigações, a polícia concentrou sua linha de atuação na direção de Zé Nilton e seus parentes. Jacó Ferro Outro que também foi apontado como um dos mandantes da tentativa de assassinato foi o vereador e presidente da Câmara Municipal de Minador do Negrão, Jacó Cardoso Ferro (PFL). Seu nome, no entanto, não apareceu de imediato. Quando ainda estava no hospital, o motorista do deputado, José Maria, não relacionou o vereador entre aqueles que ele teria visto no dia da crime. Foi o deputado Cícero Ferro que em depoimento à polícia apontou Jacó como um dos que também teriam tentado matá-lo. A polícia também chegou a acreditar que ele era um dos principais suspeitos, tanto que também queria sua prisão, mas isso não foi possível. É que o vereador entrou com um pedido de habeas-corpus e conseguiu um salvo-conduto da juíza Iva Bernadete, do qual se vale até hoje. Sem necessidade, uma vez que ele não foi indiciado pelo delegado Villar. O presidente da Câmara de Minador, que até hoje preferia não aparecer, resolveu falar para se defender e acusar o deputado Cícero Ferro por supostos crimes que teria cometido. Jacó diz que o deputado teria interesse político em incriminá-lo. “Eles ficaram calados e resolveram me incriminar, apontando como envolvido no crime somente 14 dias depois que tudo aconteceu”, afirma. “Querem me prejudicar e impedir que eu dispute a eleição desse ano”, completa. Jacó Ferro mantém contato com os foragidos procurados pela polícia. Ele é aliado político de Zé Nilton e disputa o poder local com o deputado Cícero Ferro. Segundo o vereador, Zé Nilton e os filhos não se apresentaram com medo da pressão política sobre o caso. Segundo ele, os cinco acusados têm interesse em aparecer para contar sua versão. “Não foi emboscada. O que aconteceu foi um confronto, saiu gente ferida dos dois lados”, diz.

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