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Partidos temem candidato “laranja” em Macei�

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ARNALDO FERREIRA Os partidos e pré-candidatos que lideram as pesquisas majoritárias informais em Maceió receberam informações de que a disputa pela prefeitura será tumultuada por candidaturas ?poca-urna? (sem densidade eleitoral). Esses supostos projetos devem ser usados principalmente no horário político eleitoral para atacar adversários. É o chamado candidato ?laranja?: não tem chance alguma de vitória ? entra na disputa com a missão previamente combinada de fazer o ?jogo sujo? contra o adversário principal do candidato que o ?contratou? para o serviço. Entre os nomes mais citados que poderiam entrar como ?laranjas? na campanha da capital está o do ouvidor-geral do Estado, Elias Barros. Barros é bem conhecido nos bastidores políticos. Nas eleições de 2000 e 2002 disputou, respectivamente, os mandatos de prefeito e governador pelo PTN, partido que ele próprio presidia. Seu papel na disputa passada foi justamente o de atacar um dos candidatos ? o ex-presidente Fernando Collor, que disputou o governo do Estado e foi derrotado pelo governador Ronaldo Lessa (PSB), reeleito. ?Nunca fui ?laranja? de ninguém em 2002?, jura Elias Barros, que depois da eleição ganhou o cargo que ocupa até agora no governo. Ele está de volta à disputa eleitoral. Na quarta-feira, em entrevista coletiva no Palácio Floriano Peixoto, a poucos metros do governador Ronaldo Lessa, avisou: ?Sou candidato a prefeito de Maceió. Minha candidatura é para valer?. Mas negou que esteja participando de um projeto eleitoral ?laranja?, montado para atacar supostos líderes das pesquisas oficiosas ou adversários em condições de crescimento. ?Não me venham com essa de querer classificar a minha candidatura como ?laranja?. Minha candidatura é para valer?, repetia Barros, sem esconder, porém, que usará um discurso agressivo contra os ?falsos profetas que só costumam aparecer em época eleitoral e acham que dinheiro compra tudo?, diz Barros, com ar sério de quem se cobre com o manto da ética. PV Desta vez, o que chama a atenção na pré-candidatura de Elias Barros é que ele não terá a sigla do PTN, partido que hoje está sob a presidência de sua mulher, Silvana Nobre. ?Sou um dos pré-candidatos a prefeito do Partido Verde?. Ao ser questionado sobre como iria fazer para escapar da rejeição que enfrenta dentro dos diretórios estadual e municipal do próprio PV, que não querem saber de sua candidatura, Elias Barros dispara: ?Desconheço que o PV alagoano tenha dono. Dentro do processo democrático vivido hoje no Brasil, qualquer filiado, de qualquer partido, pode almejar ser candidato até a Presidência da República. No meu caso, pretendo disputar, na convenção do meu partido, a condição de candidato a prefeito?. Reações A primeira pessoa a reagir ao projeto do ouvidor do Estado foi a presidenta do diretório estadual do PV, Sandra Menezes. ?Nosso partido tem um compromisso firmado com o governador Ronaldo Lessa. Se Elias Barros for candidato, terá de ter apoio do governador . Do contrário, o PV não pretende lançar candidato a prefeito de Maceió?, disse Sandra. ?Os diretórios estadual e municipal deixam claro ao militantes que, se o partido apresentar chapa majoritária em qualquer um dos 102 municípios alagoanos, a candidatura será para valer e será ética?, prometeu. O PV de Maceió, até sextafeira, mantinha o compromisso de apoiar o candidato indicado pelo PSB, no caso o prefeito em exercício Alberto Sexta-Feira. Outra reação forte contra a ?ameaça laranja? veio do pré-candidato do PDT, deputado estadual Cícero Almeida. ?Vou respeitar todos os candidatos e partidos. Nossa campanha será em torno de propostas, projetos e de alto nível. Se me atacarem com baixaria e agressões, vou responder na mesma altura?. Almeida, que estava em São Paulo participando de um encontro nacional com todos os pré-candidatos do PDT, disse acreditar que a disputa eleitoral pela Prefeitura de Maceió será madura e responsável. ?Maceió merece o respeito de todos nós?. Em segundo lugar nas pesquisas, o pré-candidato e presidente do diretório estadual do PTB, deputado federal João Lyra, através de sua assessoria, disse que o ?PTB está preparado para fazer uma campanha séria e vai oferecer alternativas para administrar Maceió?. Lyra diz que não é político de usar o horário da propaganda eleitoral para agressões aos adversários. ?O eleitorado de Maceió é maduro, consciente e quer conhecer projetos e propostas, não vai perder tempo com besteiras?, afirma. ?Farei uma campanha de alto nível?. O presidente do diretório estadual e pré-candidato do PT nas eleições de Maceió, deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, observou que ?candidatura ?laranja?, em qualquer processo eleitoral, é um desserviço à democracia. Quando um partido se presta a um papel desses, desmoraliza os militantes?. Paulão avisou que se a sua candidatura for atacada por supostos ?laranjas?, ?vamos responsabilizar o partido e o candidato ?.

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