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Chuvas: Integra��o promete ajuda, mas n�o define prazo

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MARCOS RODRIGUES ?Estamos sem um tostão?. Foi assim que a prefeita licenciada de Maceió, Kátia Born (PSB), começou a conversa com os técnicos do Ministério da Integração Nacional que se reuniram ontem com representantes do governo do Estado e do município. Kátia falou ao grupo depois que o secretário Municipal de Infra-estrutura, Jorge Brizeno, apresentou o relatório dos danos causados pelas chuvas. Segundo os levantamentos, os prejuízos já somam quase R$ 15 milhões (R$ 14.970.000). Mas, como além dos estragos não foi apresentado o plano de trabalho da cidade, nenhuma data, nem quanto poderá ser liberado, foi antecipado. ?Eu não tinha nem a dimensão dos estragos em toda a cidade, por causa de minha nova atribuição na Frente Nacional de Prefeitos?, disse a prefeita, dizendo-se surpresa com os detalhes mostrados em vídeos e fotos. Para justificar a falta de recursos, Kátia fez referências à Lei de Responsabilidade Fiscal e à falta de fluxo de caixa (sem novas fontes arrecadadoras). Como sugestão aos técnicos, lembrou que existem emendas de parlamentares alagoanos que podem ser liberadas para as obras de recuperação da capital. Encontro Segundo o chefe de gabinete do ministro Ciro Gomes, Pedro Brito, que se reuniu com o governador e a prefeita em momentos diferentes, é importante que o município articule um cronograma de trabalho. ?Além do relatório com os dados, é importante que o município tenha um plano claro e detalhado de trabalho para a recuperação da cidade?, disse. Brito esteve em Maceió a fim de cumprir uma agenda previamente definida pelo ministério e que inclui outras cidades nordestinas. Diante da tragédia que se abateu sobre a cidade, incluiu na pauta encontros com as autoridades municipais. ?Mas nossa vinda foi definida a partir da necessidade de seqüenciarmos as discussões sobre os projetos de desenvolvimento do Estado?. Pedro Brito esteve acompanhado, todo o tempo, do superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paraíba (Codevasf), Luiz Carlos de Farias, do diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Denocs), Eudoro Santana, do secretário Nacional de Defesa Civil, Jorge do Carmo Pimentel, de Zenóbio Teixeira, diretor da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene) e do secretário de Infra-estrutura Hídrica, Hypérido Pereira de Macedo. Emendas Com o governo estadual, o tom da conversa envolveu as emendas parlamentares que incluem recursos para as chamadas obras estruturantes. Antes, o governador Ronaldo Lessa (PSB) voltou a dizer que não quer que o Estado seja visto como ?o coitadinho?. Sobre os projetos, incluem-se o Canal do Sertão, as obras de macrodrenagem do Tabuleiro do Martins, a Adutora do Agreste (que levará água de Estrela de Alagoas até Minador do Negrão), Projeto Marituba e Projeto Pratagy, entre outros. Neste caso, o total de recursos já garantidos, mas contingenciados (retidos para pagar juros da dívida externa) soma R$ 48 milhões.

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