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Lessa rejeita a proposta do PT para alian�a

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ARNALDO FERREIRA MARCOS RODRIGUES O governador Ronaldo Lessa revelou, ontem, em entrevista no Palácio, que seu partido, o PSB, não aceitará a indicação do PT para uma aliança eleitoral em Maceió. Segundo Lessa, os petistas, que se reuniram com o PSB na semana passada, propuseram a retirada da candidatura de Alberto Sexta-Feira, em troca da aliança. Pela proposta, o nome do PSB aceito pelo PT seria o do presidente do Diretório Estadual, Jurandir Bóia, atualmente deputado federal. Do lado petista, sairia o deputado Paulo Fernando dos Santos (PT), para a entrada do vereador Judson Cabral. ?Nesta quarta-feira diremos ao PT que se essa for a única condição, nós não conseguiremos ficar juntos. A candidatura do Sexta está consolidada?, disse o governador. A revelação de Lessa aos jornalistas aconteceu durante uma entrevista coletiva, cercada de trapalhadas. Militantes e assessores que integram o PSB lançaram mão de sua influência junto ao governador para fazer o anúncio de mais uma pré-candidatura do interior, tentando criar um fato político. Mas até a assessoria de Lessa no Palácio foi pega de surpresa. Segundo o secretário de Comunicação Social, Joaldo Cavalcante, a convocação da coletiva não aconteceu de forma oficial. ?Desconheço qualquer movimentação neste sentido?, confirmou. Coube ao próprio governador esclarecer que não convocara nenhuma coletiva. ?Peço desculpas, deve ter havido um mal-entendido?, justificou o governador. O detalhe é que a estrutura do Palácio Floriano Peixoto foi usada para interesses do PSB, no horário de reuniões de Lessa com secretários e técnicos do governo. E mais: os assessores do partido agendam compromissos envolvendo o governador, à revelia dos interesses administrativos do Estado. O próprio Lessa demonstrou que não quer ser, mais uma vez, surpreendido por uma articulação e sugeriu: ?Vamos evitar essa movimentação?. Prisões Pela manhã, ao presidir a solenidade de inauguração da Central de Atendimento ao Cidadão ? Central Já ? no centro comercial de Maceió, o governador Ronaldo Lessa aproveitou para homenagear as operações da Polícia Civil que culminaram com as prisões de Gerson Lopes de Albuquerque Júnior, 27 ? autor confesso do assassinato do estudante Edsandro Correia ? e do fazendeiro Fernando Fidélis, acusado em vários homicídios, inclusive o do tributarista Sílvio Vianna. ?A prisão desses dois fugitivos é um ponto importante e acaba com aqueles comentários de que pessoa rica que comete crime não vai para a cadeia. No meu governo, quem matar vai para a cadeia?, afirmou Lessa, na solenidade prestigiada por secretários e servidores de segundo e terceiro escalões. O governador ignorou a greve da Polícia Civil, decretada na última segunda-feira, e no seu discurso assegurou: ?Hoje é um dia muito feliz para o meu governo e para a polícia. Tenho orgulho em saber que estamos vivendo um tempo onde a gente estimula as pessoas a acreditarem nas instituições e no futuro. Não temos compromisso com a impunidade?. Greve Sobre a greve dos policiais, o governador disse que não pretende negociar reajuste para os policiais civis. ?Apelo à massa dos policiais civis para não aderir à greve. Não há sentido nesta paralisação?. Lessa observou que a prioridade de reajuste é para os servidores das autarquias, que estão há oito ou nove anos com salários congelados. ?Do ano passado até hoje, a folha de pessoal aumentou mais de R$ 150 milhões. Já passei do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal?, afirmou. (Leia mais sobre a greve da Polícia Civil na página A10) Sobre a Educação, garantiu que este ano fará novo concurso para contratar professores. Porém, salientou que precisa contratar 2.500 monitores (professores de contratos temporários) ?para reduzir a crise no ensino público?. No campo político, o governador bateu o martelo em favor de dois candidatos do PSB em municípios estratégicos: ?Em Maceió, meu candidato a prefeito é Alberto Sexta-Feira, e em Arapiraca é o deputado Dudu Albuquerque?, afirmou.

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