loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 27/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

PRESSIONADO, GOVERNO AGENDA REUNIÃO COM LIDERANÇAS DOS PMS

Representantes dos militares devem ser recebidos hoje por Renan Filho; em assembleia ontem, categoria votou não adesão à Força-Tarefa

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem PRESSIONADO, GOVERNO AGENDA REUNIÃO COM LIDERANÇAS DOS PMS
-

Após meses de pressão dos militares e o aumento da insatisfação dentro da tropa com o governo de Renan Filho, o Estado recuou e agendou uma reunião com as entidades militares para esta quarta-feira (9). As demandas a serem levadas para o chefe do executivo estadual são: Sistema de Proteção Social, Reorganização do Q.O [Quadro Organizacional] e Escalonamento Vertical.

Durante a assembleia geral, realizada ontem, ainda foi votada a não adesão à Força Tarefa. Os militares decidiram que será cobrado que o Estado forneça um tablet com pacote de dados para a operacionalização do serviço dos policiais militares durante seu trabalho, pois, a partir de agora, não serão mais utilizados seus celulares pessoais. Após a reunião com o governador Renan Filho (MDB), os militares vão se reunir novamente em assembleia, às 15h, para discutir o que o governo propôs.

“A gente fez a convocação em decorrência da inércia do governo de Alagoas, que não convocou as categorias durante seus quase 8 anos de mandato. Ele sequer sentou com as entidades representativas para discutir os problemas de cada corporação. Isso gerou uma insatisfação. O governo vem usurpando a prestação de serviço dos militares, os enganados com um serviço de Força-Tarefa, com verba de alimentação e de uniforme. Só que nada disso é valorizado pelo próprio Estado”, disse o sargento Wagner Simas, presidente da Associação das Praças Militares (Aspra).

Simas conta que o governador, até então, não vinha sinalizando algo positivo, porém, após a convenção da assembleia, se propôs a sentar com as representações militares. “Nós temos um conjunto de soluções para buscar junto ao governo, para que haja, assim, uma valorização. A gente discute hoje a reposição salarial que o Estado nos deve desde 2018 e 2019. Além disso, queremos um sistema de proteção social e, também, resolver a questão do desconto do AL previdência [vem sendo subtraído do subsídio dos militares e das viúvas e pensionistas]. Também pedimos uma organização no quadro da corporação para que haja um fluxo de trabalho e, assim, valorizar ainda mais os profissionais, trazendo perspectiva de vida”, acrescentou.

Shorts Youtube
Play
Partido dos Trabalhadores lança candidatos para Assembleia e Câmara Federal

Partido dos Trabalhadores lança candidatos para Assembleia e Câmara Federal

Play
Partido sela apoio a Renan Filho e lança candidatura coletiva à Câmara Federal

Partido sela apoio a Renan Filho e lança candidatura coletiva à Câmara Federal

Play
Convenção do NOVO em Alagoas define candidatos para as eleições deste ano

Convenção do NOVO em Alagoas define candidatos para as eleições deste ano

Play
Parlamentares alagoanos participam da convenção nacional do PL em São Paulo

Parlamentares alagoanos participam da convenção nacional do PL em São Paulo

Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Já o presidente da União dos Policiais e Bombeiros Militares de Alagoas (UPM-AL), Geovane Máximo, disse acreditar que os militares não terão resultado positivo na reunião de hoje. "São reivindicações de anos e que nunca foram ouvidas. O governo de Renan Filho foi o pior durante os meus 33 anos na Polícia Militar. Ele destruiu nosso Quartel Geral, fechou o Hospital da Polícia Militar, sendo que a lei diz que temos direito hospitalar. Além disso, estamos há 7 anos sem concurso público. Sem o certame, não há preenchimento na vagas de médicos, o que é um absurdo”.

AS DEMANDAS

Em relação ao Sistema de Proteção Social dos Militares Estaduais, que é o sistema de previdência próprio da categoria, eles pleiteiam que sejam isentos os pensionistas e militares que têm graves comorbidades e que foram reformados por doença. Sobre o escalonamento, um salário de Coronel que sirva de base para o restante foi proposto. Dessa forma, o coronel receberia o teto salarial de R$ 29 mil reais, e o soldado 20% disso, o equivalente a R$ 5.800. Sobre o quadro organizacional, eles pedem o aumento de vagas. Em dezembro do ano passado, os militares divulgaram uma carta pública para o governador Renan Filho, com esperança de “humanizar seu coração”. Os policiais expuseram que o governador engavetava os projetos que podem mudar a realidade da categoria. Eles pontuaram, à época, que Renan Filho, com tais atitudes, humilhava e desdenhava da corporação.

Relacionadas