loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
domingo, 26/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

ALE DEBATE OBRIGATORIEDADE DO PASSAPORTE DA VACINA EM ESCOLAS

Alguns deputados questionaram decisão da Justiça sobre exigência do comprovante de imunização

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem ALE DEBATE OBRIGATORIEDADE DO PASSAPORTE DA VACINA EM ESCOLAS

Na primeira sessão propriamente dita de 2022, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), alguns parlamentares colocaram em debate a exigência do comprovante de vacinação para acesso às escolas e a outros estabelecimentos em Alagoas. O deputado Cabo Bebeto (PTC) classificou como ‘interferência no trabalho do Legislativo’ a determinação do Poder Judiciário de apresentação obrigatória do ‘passaporte’ da vacina por alunos da capital. Segundo ele, juízes daqui estariam ‘legislando e tomando para si o papel que seria do Parlamento’. E apelou para que os colegas apreciem, imediatamente, dois projetos de lei, em tramitação na Casa desde o ano passado, que tratam sobre este assunto. As matérias estão travadas nas comissões e somente a presidência da Mesa Diretora poderia liberar a apreciação em plenário. Um deles é de autoria do deputado Ronaldo Medeiros (MDB) que torna obrigatória a exigência do chamado passaporte da vacina para acesso a diversos equipamentos e estabelecimentos em todo o Estado de Alagoas. O outro prevê justamente o contrário (proíbe a apresentação compulsória) e foi protocolado pelo deputado Antônio Albuquerque (PTB). “Em Penedo, por exemplo, a Justiça ameaçou retirar a guarda dos pais ou responsáveis que se negarem a apresentar o comprovante da vacinação contra a Covid-19 dos filhos. Em Maceió, a exigência é para que os pais, caso não mostrem o cartão da vacina das crianças, o fato seja comunicado ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público para que providências sejam tomadas no sentido de responsabilizá-los”, relatou. Na avaliação de Bebeto, a decisão judicial neste sentido é preocupante e perigosa, por pensar que os magistrados criaram regras em situações em que leis ainda não existem. “Os pais estão temerosos. E não estou tentando estimular os pais a não vacinarem os filhos. Defendo que eles tenham o direito de escolha e sejam livres para decidir o que é melhor para as suas crianças. Isso é democracia”, comentou o parlamentar. Em aparte, Medeiros chamou de irresponsáveis aqueles pais que negam a vacina aos filhos e diz defender tratamento diferenciado e restrito para aqueles que não foram imunizados no Brasil. “Defendo a vida e a vacina. Recentemente, estive em Fortaleza e no Recife. Lá, exigiram que eu apresentasse o comprovante da vacinação para entrar nos restaurantes e até no hotel onde me hospedei. Fiquei super tranquilo e seguro por saber que ali somente entram pessoas vacinadas”. Em aparte, Albuquerque pediu que o colega do MDB respeitasse os pais e às famílias. Segundo ele, estão tentando retirar o direito dos pais de decidirem o que é melhor para os filhos. “Estão fazendo politicagem com temas que ferem a cidadania, liberdade e a democracia. Aqui, estão exigindo, de forma criminosa, o acesso aos locais mediante a apresentação do cartão da vacina. Este tipo de decisão afronta a família”, entende o deputado.

Relacionadas