Política
ATIVIDADES DE MINERADORA CAUSAM TRANSTORNOS EM CRAÍBAS
Moradores acionam a Defensoria Pública e relatam explosões, rachaduras e problemas de saúde
Explosões, rachaduras em residências e até problemas respiratórios e psicológicos. Essas são algumas das situações relatadas por moradores de Craíbas que vêm denunciando o caso a órgãos, como a Defensoria Pública, que realizou um encontro nesta sexta-feira (25) para ouvir a população. O objetivo é mediar o conflito.
Os moradores da cidade do Agreste denunciaram que, após a chegada das atividades da mineradora Vale Verde, que trabalha na extração de cobre na região, têm sofrido diversos transtornos. O barulho das explosões, a poeira e o surgimento de fissuras nas paredes dos imóveis são alguns dos motivos que os fazem querer a suspensão das atividades na localidade.
“Não é rachadura pequena, é rachadura que dá para ver o outro lado do ambiente”, reclama um morador à TV Gazeta.
Outro morador, Wellington Tenório, diz que o maior impacto é sentido de dentro de casa. “Independente das explosões, que são semanalmente, a gente só vê a proporção do impacto quando está dentro da casa. Se você tiver do lado de fora não vê, mas de dentro você realmente vê o que está acontecendo dentro da casa”, relata. Moradores afirmam que há problemas de saúde tanto respiratórios, quanto de natureza psicológica. Além disso, os relatos dão conta de que até os animais estão sendo prejudicados com as explosões. “Tem animais que foram mortos provavelmente em decorrência de sustos das explosões porque foram animais que estavam em gestação e posteriormente vieram a abortar”. O defensor público André Chalub afirma que a Defensoria Pública está colhendo informações junto à mineradora, mas também a órgãos ambientais estaduais e a nível federal. “Buscamos informações sobre a ocorrência de problemas e as eventuais causas desses problemas se são ou não decorrentes da existência e do funcionamento da mineradora Vale Verde”, afirma. Ele acrescenta, que o próximo passo é ouvir a mineradora para encontrar uma solução consensual. “Tendo conhecimento pleno da situação, pretendo buscar, a partir de uma questão consensual, uma solução entre mineradora e moradores, isso sem descartar a possibilidade de, não havendo uma solução, buscar medidas judiciais”, pontua o defensor.