Política
INVESTIMENTOS NA ORLA LAGUNAR PASSAM DE R$ 140 MI
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Os benefícios com a construção, segundo o prefeito JHC, já começaram com a geração de 2 mil empregos diretos. Os investimentos, só na área lagunar, passam de R$ 140 milhões. Para compreender a situação das famílias que há anos vivem em extrema vulnerabilidade na orla, identificar o que as pessoas precisam, a realidade de cada grupo, foram feitos investimentos de mais de R$ 2 milhões em diagnósticos sociais na região. “Esses diagnósticos facilitarão a execução de projetos de moradia social para evitar novo processo de retomada da favelização daquela área”. O prefeito disse, que além do projeto físico de construção, quer entregar a população uma pedagogia de convivência urbana com metodologia para que as pessoas também ajudem a cuidar e valorizar aquele espaço urbano. “Além de entregar a casa, a gente quer que as pessoas cuidem do espaço da melhor maneira possível, com apoio do poder público”, frisou.
FECOEP
A bancada de apoio ao prefeito na Câmara dos Vereadores, que é maioria entre os 25 vereadores, defende que a retomada da recuperação do emprego nas áreas de extrema vulnerabilidade social pode ocorrer também com a execução de projetos estruturados de moradia popular. Eles avaliam que o Estado poderia ajudar inclusive com recursos do Fundo de Combate à Pobreza, que tem quase R$ 1 bilhão retido como lastro de programas aprovados para a execução. Um dos vereadores, Francisco Sales, líder do prefeito, tem feito a defesa abertamente. “Os recursos do Fecoep poderiam ser utilizados para amenizar o drama da moradia de mais de 20% da população de Maceió que hoje reside em áreas de risco, em comunidades improvisadas e em locais de extrema vulnerabilidade social ou daquelas famílias que foram morar nas ruas por conta do desemprego provocado pela pandemia do coronavírus”, defende Sales. Na crítica aos investimentos feitos pelo governo estadual em obras de infraestrutura, unidades de saúde e pavimentação, Sales disse que “em vez de investir quase R$ 600 milhões em obras que poderiam ser financiadas pelo governo federal, esse montante poderia ter sido aplicado em política habitacional estadual”.
LESSA
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O vice-prefeito Ronaldo Lessa (PDT), que governou Alagoas no período de 1999 a 2006, sem precisar o número definido unidades habitacionais que construiu, lembrou que sua gestão no Executivo sofreu com as enchentes dos anos 90 e a parceria com o governo federal possibilitou executar obras de construção de casas populares. “A pandemia do coronavírus provocou uma imensa recessão. Isso obriga os governos estaduais e municipais a executarem projetos e programas estratégicos para movimentar a economia. Habitação popular é uma estratégia viável”. Lessa defende que parte dos recursos do Fecoep poderia ser destinada a programas de habitação. “A construção civil movimenta a economia e não depende de importação de produtos nem de mão de obra. Essa política pode ser um caminho interessante para retomada da economia nas áreas mais pobres do Estado”.