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Notas “frias”: CPI da ALE j� tem tr�s nomes

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MARCOS RODRIGUES A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa (ALE) que investigará o derrame de notas fiscais ?frias? no Estado, e que envolveria empresas fantasmas e prefeituras, já tem três dos cinco integrantes definidos. O primeiro a garantir assento foi o deputado Paulo Fernando dos Santos, Paulão (PT), por ter sido o autor da proposta de investigação. Além dele, confirmaram presença os deputados Isnaldo Bulhões (sem partido) e Antônio Albuquerque (PL). Isnaldo lidera o chamado bloco da maioria, atualmente formado por 16 parlamentares. Sua missão, a partir de hoje, é indicar, desse grupo, mais dois parlamentares. Já o ex-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Antônio Albuquerque, lidera o bloco da minoria, hoje composto por dez parlamentares. Como tem liderança do bloco político, sua participação até ontem era dada como definida. Hoje será um dia decisivo para o bloco da maioria. Isnaldo Bulhões confirmou seu interesse em presidir a CPI e sua disposição de definir os dois integrantes que restam. ?Já tenho nomes de deputados que demostraram interesse, mas ainda precisamos nos reunir para confirmar essa participação?, disse ontem Bulhões, por telefone, à GAZETA. Do bloco liderado por Bulhões, pelo menos dois parlamentares não farão parte da CPI. O primeiro é o presidente da Mesa Diretora da ALE, deputado Celso Luiz (PSB), e o outro é o deputado Marcos Ferreira (PSB). Celso está fora por causa de impedimentos regimentais. Ferreira contra a apuração, por considerar que ela tem ?objetivos políticos?. Investigação A investigação da Assembléia ainda nem começou e documentos apontando o envolvimento de prefeituras já começam a aparecer. Parte desse material se encontra com o deputado Paulão. Por envolver prefeituras e prefeitos, além das medidas governamentais para apurar as fraudes fiscais, a CPI esteve ameaçada de não sair e ser arquivada. Mas a possibilidade de notas frias terem sido usadas até em secretarias de Estado reacendeu sua importância. Agora, ela é disputada, principalmente, pelos deputados governistas.

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