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Vice admite que Estado extrapola a LRF

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Como fez o secretário de Administração, Valter Oliveira, o governador em exercício, Luis Abílio de Souza, também pediu ?calma? aos servidores da Educação, que ameaçam paralisação, e aos policiais civis que estão em greve. Abílio disse que no mês de maio o governo voltou a sentir uma queda de receita na ordem de 32%. Segundo ele, a queda é provocada pela redução do repasse de receita do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que mês a mês compromete a situação econômica. A queda de receita obriga o governo a conter os recursos para manter o pagamento do funcionalismo em dia, justifica o governador. ?Estamos vivendo um momento econômico bastante delicado. Não podemos anunciar aumentos de forma irresponsável. Temos de evitar que se repitam erros do passado, que podem comprometer o pagamento em dia da folha?. Segundo dados da Secretaria da Fazenda, o governo do Estado tem uma folha que, nos três primeiros meses deste ano, custou R$ 409.316.044,12, o que é 17,22% menor que os gastos da folha do Executivo no quarto bimestre de 2003. ?Mesmo assim, nossa situação é delicada?, frisou Abílio. Ao perceber o crescimento da mobilização dos servidores da Educação e da Polícia Civil, que cobram definição do percentual de reajuste, salientou que os números sobre a situação econômica estão à disposição dos servidores no site da Secretaria da Fazenda, na Internet. ?Nossos gastos estão acima do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal ? a lei determina que o Executivo só pode gastar 49% da receita líquida corrente com folha de pessoal ?, já passamos da casa dos 50% dos gastos com a folha?. Apesar da crise, Abílio garante que o governo estuda a possibilidade de reajuste para os servidores. ?Mas o aumento será dado com responsabilidade?. (AF)

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