loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 27/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Tecnologia

GOVERNO ABANDONA USINA DE ETANOL DA MANDIOCA E LABORATÓRIO

Mais de 50 mil micros e pequenos produtores da agricultura familiar do semiárido alagoano e pesquisadores no Estado estão frustrados

Ouvir
Compartilhar
Investimentos de mais de R$ 12 milhões estão abandonados na zona rural de Arapiraca
Investimentos de mais de R$ 12 milhões estão abandonados na zona rural de Arapiraca -

Numa área de 3 mil metros quadrados na comunidade de Bananeiras, zona rural de Arapiraca, estão abandonados investimentos superiores a R$ 12 milhões (em valores de 2014) em equipamentos comprados com o dinheiro público, que neste momento poderiam ajudar mais de 50 mil agricultores familiares do Agreste e Sertão que querem produzir mais, melhor e em áreas menores.

Os laboratórios do Polo Agroalimentar de Arapiraca foram esquecidos pela secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação. Hoje os equipamentos agregam frustração de cientistas, confirmam a incapacidade da gestão Renan Filho (MDB) em incentivar a assistência técnica rural e de transferir tecnologia para a agricultura. Uma destilaria de Etanol da mandioca está entre os equipamentos que estão enferrujando por conta do abandono.

Além da usina, tem laboratórios de química e pesquisa aplicada; de solo, água e de irrigação; de produção semi-industrial de derivados da mandioca; de processamentos de hortaliças, mandioca e frutas; tecnologia de alimentos; e de pesquisa aplicada da agrometeorologia. Tudo estava sob a gestão da Secretaria de Ciência e Tecnologia, que não conseguiu tocar nenhum projeto relevante por falta de recursos estaduais.

USINA

Shorts Youtube
Play
Polícia prende um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro

Polícia prende um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro

Play
Árvore desaba sobre carro e complica trânsito na Leste-Oeste

Árvore desaba sobre carro e complica trânsito na Leste-Oeste

Play
Homem é atingido por três tiros em tentativa de homicídio no bairro Cruz das Almas em Maceió

Homem é atingido por três tiros em tentativa de homicídio no bairro Cruz das Almas em Maceió

Play
Acidente no Eixo-Quartel: motorista bate em poste e capota

Acidente no Eixo-Quartel: motorista bate em poste e capota

Play
Duas pessoas são baleadas no Vergel em Maceió

Duas pessoas são baleadas no Vergel em Maceió

A usina foi construída para desenvolver pesquisas e produzir etanol aproveitando a superprodução de mandioca do Agreste. O combustível alternativo atenderia a Universidade Estadual de Alagoas e outras empresas públicas. O o excedente iria para o mercado local. A usina nunca conseguiu atender a demanda almejada. E a situação dos laboratórios? Segundo um professor de química da Universidade Estadual, seguem o mesmo caminho do abandono. Os objetivos eram promover o surgimento de novas tecnologias e serviços, e possibilitar a execução dos projetos e pesquisas na área das cadeias produtivas da região. O público-alvo eram os agricultores familiares. O Polo Agroalimentar fica a 130 quilômetros de Maceió. Os produtores rurais da região acreditaram nas promessas de que reduziriam os gastos com análises de solo, da água, da qualidade dos produtos e com outras pesquisas desenvolvidas para a produção de alimentos. Hoje, eles gastam com os laboratórios de Maceió e estados vizinhos. O polo também prometia absorver parte da produção de mandioca no processo de fabricação de etanol e incentivar os pesquisadores locais. O projeto integral dos polos agroalimentares dos municípios de Batalha e Arapiraca custou R$12 milhões. O dinheiro aplicado saiu dos cofres públicos, R$ 8 milhões foram da parceria entre a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), do governo federal, e 30% (R$4 milhões) de contrapartida do governo do Estado, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, e da Fapeal (Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoa)s, além da UFAL (Universidade Federal de Alagoas) e UNEAL (Universidade Estadual de Alagoas). Alguns equipamentos dos laboratórios não estão em situação de sucateamento porque são usados para pesquisas individuais dos professores da Uneal e nos cursos de formação de entidades dos movimentos sociais. Os equipamentos da usina de Etanol estão parados. A Gazeta esteve no local e viu de perto o desperdício de dinheiro público. A situação não está pior porque a Uneal mantém vigilantes e zeladores no local. A instituição está tentando retomar as atividades de pesquisa no polo e quer transferir a usina para a iniciativa privada. Segundo os técnicos da Secretaria, a pasta até hoje aguarda os investimentos do governo estadual para desenvolver as pesquisas planejadas. Mas até agora, nada.

Relacionadas