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ASSEMBLEIA ACHA INCONSISTÊNCIA EM PROJETOS DE RENAN FILHO

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A manobra eleitoreira do governador Renan Filho (MDB) de conter a revolta dos servidores estaduais começa a ser descoberta. Na primeira reunião para análise dos 23 projetos entregues, na semana passada ao deputado estadual Paulo Dantas (MDB), integrantes da Casa de Tavares Bastos começaram a descobrir algumas inconsistências. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também denuncia que a “pressa” pode prejudicar os servidores. Segundo a presidente da CUT, Rilda Alves, as matérias foram encaminhadas em cima da hora e sem os devidos ajustes. Ela também não escondeu a estranheza de como todo o processo ocorreu, já que as matérias seguiram para análise a menos de 20 dias da saída de Renan do governo. “Alguns projetos precisavam de emendas, pois da forma que foram encaminhados não atendem a necessidade das categorias”, diz. Do jeito que está, segmentos importantes de servidores não seriam contemplados. Assim que percebeu o problema, a CUT buscou parlamentares para que corrijam o texto por meio de emendas. Rilda revela que mesmo assim, as emendas são uma espécie de paliativo e atendem um pouco as demandas dos servidores. O problema é que, como há um pedido de urgência, não há tempo para análise. Por se tratarem de matérias financeiras, precisam ser aprovadas antes de abril, por conta da lei eleitoral. Em tempo recorde, o relator Paulo Dantas já tem o parecer para 20 das 23 matérias. Apenas três podem demorar um pouco mais. Mas a intenção é que até o final da semana os projetos sigam para apreciação em plenário. Participaram da reunião os deputados Jó Pereira (MDB), Paulo Dantas (MDB) Ronaldo Medeiros (MDB), Inácio Loiola (PDT), Antônio Albuquerque (PTB), Bruno Toledo (Pros), Léo Loureiro (Progressistas), Flávia Cavalcante (PRTB), Ângela Garrote (Progressistas), Cibele Moura (PSDB), Francisco Tenório (PMN), Yvan Beltrão (PSD) e Galba Novais (MDB).

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