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‘SOCIEDADE PRECISA CONHECER OS CAMINHOS QUE A CIÊNCIA DESENVOLVE’

Marcos Carnaúba diz que Ufal vem desenvolvendo trabalhos relevantes, “mas é tudo muito fechado”

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Marcos Carnaúba considera como “outro absurdo”, o abandono dos polos agroalimentares dos municípios de Batalha e de Arapiraca. “No polo de Arapiraca tem até uma usina de etanol a partir da mandioca e laboratórios de pesquisas importantes abandonados. Isto é lamentável”. Com relação às pesquisas federais, Carnaúba destacou que a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vem desenvolvendo trabalhos relevantes. “Mas é tudo muito fechado. A sociedade precisa conhecer os caminhos que a ciência desenvolve para aproveitar os recursos naturais como fontes energéticas. Nem nós, pesquisadores e interessados por fontes alternativas, somos mais ouvidos”, disse Carnaúba, ao considerar “o atraso” que o estado mergulhou no campo da ciência e tecnologia nos últimos anos. “Regredimos”.

ESTADOS VIZINHOS

Enquanto Alagoas para as pesquisas, inclusive nos polos tecnológicos por falta de recursos, como lamentou recentemente o ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo Teotonio Vilela Filho, Eduardo Setton, quem conseguiu mais de R$30 milhões para a concretização dos polos tecnológicos e agroalimentares de Arapiraca, Batalha e Maceió em 2014. De acordo com os cientistas, quatro estados nordestinos estão entre os principais geradores de energia eólica e solar no Brasil. A informação foi confirmada também pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A Bahia, Piauí e Ceará integram os principais geradores de ambos os segmentos, enquanto o Rio Grande do Norte faz parte da lista que abrange a matriz proveniente dos ventos, como divulgou a agência Eco Nordeste. A Bahia tem um duplo motivo para comemorar, uma vez que o Estado é líder nacional tanto na geração de energia eólica quanto solar, segundo o levantamento do ONS. No primeiro semestre, foram 4.750.311,04 MWh e 718.247,04 MWh produzidos por meio dessas fontes renováveis, respectivamente. Caititu 2 e 3, Corrupião 3, Carcará e Ventos de São Januário 20 e 21 são os parques eólicos que entraram em operação comercial no primeiro semestre deste ano na Bahia. Os seis empreendimentos estão localizados nos municípios de Pindaí e Campo Formoso, aumentando para 171 o número de parques em funcionamento, distribuídos por 20 cidades. O Estado se mantém na liderança da geração de energia elétrica a partir da fonte dos ventos no Brasil. O potencial eólico do território baiano contribui para a atração de negócios por meio das empresas do setor energético. Desde 2012, o montante investido nos parques em atividade foi de R $16,5 bilhões. Os empreendimentos foram responsáveis pela produção de 4.750.311,04 MWh de energia elétrica em cinco meses, segundo o ONS. A Bahia gerou 31,8% do total do País na força dos ventos, o que seria capaz de atender 8,3 milhões de residências. Os outros maiores produtores são Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Piauí e Ceará De acordo com as informações de Energias Renováveis da SDE, há atualmente na Bahia 54 parques eólicos em construção e outros 70 parques em construção prestes a se iniciar. A previsão é que, juntos, possam injetar R $13,2 bilhões em investimentos no Estado e gerem 53,2 mil empregos diretos e indiretos. Já no setor solar fotovoltaico, 44 parques estão prestes a começar a construção, com investimentos previstos na ordem de R$6 bilhões e possível abertura de 21,2 mil postos de trabalho na fase de construção dessas usinas. Com os novos parques, a Bahia pode alcançar 1,6 GW de potência instalada em energia solar até 2024, e 7 GW de potência instalada, em eólica, até 2025.

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