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Descaso

MAIS DE 90% DAS DELEGACIAS DE AL TÊM PROBLEMAS ESTRUTURAIS

Sindicato denuncia que prédios tornaram se transformaram em ambientes insalubres, com problemas estruturais, infiltrações e mofo

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Sindicato dos policiais civis denuncia que delegacias em Alagoas estão com problemas
Sindicato dos policiais civis denuncia que delegacias em Alagoas estão com problemas -

O que era para ser o símbolo da segurança pública do Estado, os chamados Centros Integrados de Segurança Pública (Cisps), juntamente com as delegacias especializadas, se tornaram ambientes insalubres, com problemas estruturais, infiltrações e mofo. Em alguns casos, as falhas estruturais ocorreram com pouco mais de um ano de existência. Essa é a constatação do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol-AL), que denuncia que somados, os problemas estão presentes em até 95% das unidades. Segundo o presidente da entidade, Ricardo Nazário, as chuvas acabaram de revelar o restante dos problemas, mas os defeitos vinham sendo denunciados pela categoria, o que motivou viagens da direção da entidade, que realizou um detalhada inspeção em prédios transformados, há bem pouco tempo, em cenários perfeitos para os caros comerciais do governo Renan Filho (MDB) e seu ex-aliado Alfredo Gaspar de Mendonça. “A nossa estimativa do Sindpol é que entre 90 a 95% das delegacias de Alagoas, incluindo os Cisps, estejam com problemas estruturais. Esses centros foram apresentados como projeto moderno do governo do Estado, mas que toda a sociedade já percebeu que é desperdício de dinheiro público”, disse Nazário. De acordo com o sindicalista, com base no vasto material que comprova a situação da unidades, o Ministério Público deveria já fazer uma intervenção para saber detalhes sobre os contratos, o montante de dinheiro gasto, além das construtoras envolvidas. “Como foi essa licitação e esses contratos para construir os Cisps? As delegacias de Alagoas têm desde problemas na estrutura de alvenaria, até na parte elétrica e hidráulica. Além disso, temos os problemas que envolvem o esgoto, acúmulo de veículos – carros e motos – além de material apreendidos. A Delegacia Geral não dá encaminhamento para retirar [esses materiais] que, juntos se tornam um grande acúmulo de problema”, completou Nazário. Os prédios e o ambiente em que se tornaram, não só colocam os policiais em situações de estresse, como também de risco, porque além de animais peçonhentos, é muita ferrugem, risco de choque elétrico e alergias por conta das paredes mofadas. “Tem teto de Cisps que já caiu, outros que tem problemas no chão, outros com falhas estruturais mesmo. Coisa séria que precisa ser vista pelas autoridades”, desabafou Nazário. No mês da mulher, nem a delegacia especializada escapou do levantamento de problemas estruturais e falta de condições para acomodar às vítimas e os policiais que atuam no local. Conforme revelou o levantamento, em muitos prédios há acúmulo de água que tem provocado dengue. “No 5° Distrito Policial (DP) no Salvador Lira, os carros apreendidos têm acumulado água e se tornado foco do mosquito. O que sabemos é que tem um surto de dengue na região e a delegacia pode estar contribuindo para isso, pondo em risco o policial e a própria comunidade. O efetivo já é pouco, e o Estado, podendo prevenir e não o faz”, cobrou Nazário. Em Arapiraca, são muitos carros apreendidos no entorno do prédio. Há necessidade de várias intervenções no prédio. Somados são mais de 600 veículos que se acumulam em meio ao matagal que cresce numa total situação de abandono. “O local vira criatório de insetos e ratos. Em Alguns Cisps, os policiais têm que lidar com isso e ainda fazer guarda de presos, sem estrutura para esse trabalho. O Estado vem abandonando tudo isso. A realidade não é a que aparece nas propagandas com milhões de reais”, completou Nazário. Nem a Central de Flagrantes escapa do descaso. O ar condicionado da recepção está quebrado há cinco dias. Nazário lembra que se até mesmo a capital, onde fica a sede do poder público estadual e da própria Secretaria de Segurança é assim, fica fácil entender como deixam os prédios no interior.

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