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PSDB anuncia volta da candidatura de T�o

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MARCOS RODRIGUES O senador Teotonio Vilela (PSDB) voltou a ter seu nome confirmado como pré-candidato à sucessão da prefeita Kátia Born (PSB). Sua volta ao páreo foi anunciada pelo secretário-geral do partido, Claudionor Araújo, no último sábado, numa reunião do Conselho Político do Governo do Estado presidida pelo governador Ronaldo Lessa (PSB), no Palácio Floriano Peixoto. ?O senador Téo Vilela me autorizou a confirmar para o governador e os demais representantes dos partidos que será candidato, sim, à sucessão da prefeita Kátia Born?, confirmou Claudionor. Ele não adiantou detalhes de como andam as novas articulações partidárias. A GAZETA apurou que o senador, no fim de semana, retomou sua agenda em Maceió, como candidato. Téo se reuniu com o deputado José Thomaz Nonô (PFL) e avisou de seu interesse em contar com o apoio dos pefelistas. Nonô já teria, inclusive, dado sinal verde ao senador, de que segurará as articulações que vinha mantendo com o PDT, do empresário Geraldo Sampaio. É que o PFL estava em vias de indicar o vice do deputado estadual Cícero Almeida, pré-candidato do PDT a prefeito de Maceió. Nacional Essa aproximação e o retorno de Téo Vilela à disputa não causaram espanto à prefeita Kátia Born. Ela avaliou o interesse de Téo em ser candidato como uma meta a ser cumprida pelo PSDB nacional. ?É de interesse do partido do senador, que faz oposição ao governo Lula. Para nós, agora, interessa fazer uma chapa de esquerda, com partidos como o PT e PCdoB?, argumentou a prefeita, mantendo o nome de seu vice Alberto Sexta-Feira como pré-candidato do partido à sua sucessão. Kátia disse que dispõe de números referentes a uma nova pesquisa de intenção de voto, onde Sexta-Feira teria crescido, mesmo com os últimos acontecimentos (mortes provocadas pelas chuvas) na periferia da capital. A aproximação do PSB com o PT ainda é uma incógnita. Isso porque setores petistas até concordam em se aliar ao PSB para manter a prefeitura com partidos aliados de Lula. Porém, o imbróglio começa na escolha do nome. Sexta-Feira é alvo indireto das denúncias levantadas pelo pré-candidato petista Paulo Fernando dos Santos, o Paulão. E isso representa um peso para o processo. Tanto que o próprio PT, há duas semanas, chegou a propor uma aliança entre os dois partidos com dois novos nomes: Jurandir Bóia (PSB) e Judson Cabral (PT). Mesmo assim, Kátia acha possível que as legendas, que já foram aliadas, se reagrupem. Diante do novo quadro, nos bastidores, circularam informações de que Lessa até aceitaria uma nova escolha de nomes. Porém, a resistência no PSB estaria partindo do grupo ligado à prefeita Kátia Born. Ronaldo Lessa viajou para Minas Gerais ? foi fazer uma cirurgia nos olhos e só retorna no dia 26. Por isso, uma nova reunião será marcada com os partidos aliados. Encontro O Conselho Político reuniu, no sábado, representantes de todos os partidos da base aliada do governo. O objetivo, segundo o articulador político do governo, Petrúcio Bandeira, foi o de pontuar as ações governamentais e manuntenção da aliança política. Segundo ele, o governador vem acompanhando o lançamento das pré-candidaturas dos aliados, mas só se posicionará em definitivo após a realização das convenções. ?É uma fase, ainda, de muitos entendimentos, por isso não tomaremos nenhuma posição?, disse Bandeira, confirmando que algumas siglas chegaram a devolver os cargos que ocupam na estrutura estadual. Ele também confirmou que o PT será procurado sobre a composição. Do grupo governista, quem não quer saber de conversa é o PPS. O secretário geral do partido, Juca Carvalho, que esteve na reunião do Conselho, confirmou para o dia 23 (quarta-feira) a convenção do partido que definirá o nome do ex-deputado Régis Cavalcante como candidato do partido à prefeitura de Maceió. PMDB De toda a rearrumação provocada pela reentrada de Téo Vilela no processo sucessório, o pior prejuízo, para o governo, pode ser a saída do PMDB de sua base. Os compromissos políticos do senador Renan Calheiros com o tucano Téo os mantêm mais unidos. O próprio Renan já havia dito que com Téo na disputa, seu apoio seria irrestrito. A fim de manter a unidade com os peemedebistas, o governador Ronaldo Lessa já teria, inclusive, autorizado o partido a conduzir as articulações para a sucessão em Arapiraca. Lá, Renan apóia Luciano Barbosa (ex-ministro da Integração Nacional), enquanto Lessa, até a semana passada, fechava com o deputado estadual Dudu Albuquerque. Para salvar o governo e criar uma candidatura de consenso em Maceió, é possível que Dudu fique de fora da disputa no Agreste. Amanhã, Renan volta a Maceió para conduzir as conversas entre o PMDB e outros partidos, na capital e interior. Consenso Entre os fatores que trouxeram de volta o nome de Téo Vilela para a disputa na capital está a baixa rejeição que a seu nome. Além disso, sua saída para a prefeitura possibilitaria a entrada, em definitivo, de seu suplente, o empresário João Tenório, no Senado. Mas esse quadro favorável ao tucano esbarra em uma condição. Téo quer ser candidato ?de consenso? e não ?do conflito?. Em nome dos compromissos que fechou com o governador Ronaldo Lessa, quando lhe deu apoio político, ele espera receber, pacificamente, o mesmo agora. A resistência a isso vem exatamente do grupo da prefeita Kátia Born, que demonstrou força no PSB, ao manter o nome de Sexta-Feira como pré-candidato do partido.

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