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NENHUM DEPUTADO CONHECE A SITUAÇÃO FINANCEIRA DE ALAGOAS

Deputado Davi Maia diz que tudo acontece sem nenhuma explicação para os contribuintes e muitos menos para o poder legislativo

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Deputado Davi Maia: “Ninguém tem noção da receita corrente líquida do Estado”
Deputado Davi Maia: “Ninguém tem noção da receita corrente líquida do Estado” -

Ao ser questionado se tinha conhecimento do montante da dívida pública, Davi Maia afirmou que nenhum deputado conhece a situação financeira real de Alagoas. “A gente vê a evolução da dívida com obras milionárias inacabadas e sem perspectivas de serem concluídas na gestão de Renan Filho. Tudo acontece sem nenhuma explicação para os contribuintes e muitos menos para o poder legislativo”, lamentou o deputado. “Ninguém tem noção da receita corrente líquida do Estado e muito menos conhecemos a projeção do impacto financeiro que a gestão atual está causando. É preocupante a situação que vai ficar”, diz. “Além de dívidas que herdará com as obras inacabadas, o futuro governador terá que ter recursos da ordem de R$220 milhões para manter o programa de distribuição de dinheiro: R$ 1,5 mil para os alunos que abandonaram o ensino público e voltaram a estudar; R$ 150/mês para os 175 mil matriculados que frequentarem acima de 75% das aulas; R$ 2 mil para os que concluírem o ensino médios; e R$ 2 mil para o professor que comprovar rendimento na busca ativa”, disse, também preocupado, o deputado Cabo Bebeto (PTC). “Este tipo de política de distribuir dinheiro na educação é para tentar reduzir os elevados índices que colocam Alagoas entre os campeões nacionais de analfabetismo e evasão escolar”, disse uma fonte da educação. Com problemas por todos os lados, o futuro chefe do Executivo estadual terá que negociar também com 10 movimentos sociais que representam mais de 20 mil famílias de sem terra acampadas, e que até hoje esperam a distribuição de 30 mil hectares prometidos há sete anos. A maioria das famílias está em terras improdutivas de usinas falidas na Zona da Mata, e correm o risco de ser desalojadas a qualquer momento, porque as negociações com os proprietários dos imóveis não evoluíram. “A reforma agrária anunciada pelo governador Renan Filho não aconteceu”, lamentam os líderes dos sem-terra, entre eles Marcos Antônio “Marrom” da Silva. O governo, que promoveu uma gastança com obras rodoviárias e de infraestrutura com objetivos eleitoreiros, não teve recursos para política de agricultura e de reforma agrária que prometeu em 2015. A cobrança também é grande. 150 mil agricultores familiares esperam assistência técnica, sementes, incentivos e política de aquisição dos alimentos para o programa nacional de Alimentação escolar. Por todos os lados, a maioria dos 70 mil servidores estaduais faz reclamações, demonstram frustrações de gestores e se preparam para novas cobranças das perdas salariais ocorridas da gestão Renan Filho que, ao apagar das luzes, concedeu 10% de aumento salarial para as categorias, e para os policiais civis, militares, Corpo de Bombeiros o reajuste de 15%.

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