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Herança

ESTRATÉGIA SINALIZA PARA FRACASSO DE PROGRAMAS PARA A EDUCAÇÃO

Comissão de Educação da Assembleia diz que distribuição de dinheiro para estudantes é eleitoreira

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Governo tentou combater a evasão escolar com distribuição de dinheiro para estudantes
Governo tentou combater a evasão escolar com distribuição de dinheiro para estudantes -

A estratégia do governo Renan sinaliza para os fracassos de programas de educação com pagamento de R$ 100 para estudantes que frequentarem 75% das aulas, bolsa de R$ 2 mil para quem abandonou o estudo e voltou a se matricular; outra bolsa de R$1,5 mil para quem concluir o ensino médio e gratificação de R$1,5 mil/mês para o professor envolvido com a busca ativa e a produtividade escolar. “A iniciativa é eleitoreira, imediatista e não resolve os problemas graves da educação púbica”, avaliou a deputada Jó Pereira, da Comissão da Educação do Legislativo, que cobra uma política de Estado.

EMPREITEIROS

Os pequenos e médios empreiteiros de Alagoas acompanham com atenção a determinação da Procuradoria-Geral de Justiça, que designou a 18ª Promotoria da Fazenda Pública para investigar os contratos de obras de fim de governo na Saúde, Educação, Segurança e presídios, com um seleto grupo de construtoras. A Promotora de Justiça Stela Cavalcante determinou recentemente a instauração de Procedimento Preparatório de Inquérito Civil, para apurar supostas irregularidades nas licitações que favorecem o grupo em detrimento de 100 empresas de portes menores. Com relação as investigações das gratificações milionárias para servidores da saúde e a suposta folha de pagamento paralela, as investigações estão em curso com cinco promotores. Porém, tanto o MPE como o Ministério Público Federal e Polícia Federal não fornecem maiores detalhes das investigações de casos em andamento.

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A maioria dos 3,3 milhões de alagoanos chega ao final do governo Renan identificando duas Alagoas: uma de faz de conta, onde tudo é bonito e funciona conforme mostra a propaganda oficial do Executivo, e a outra é a do Estado com os piores indicadores nacionais das estatísticas sociais de desemprego, desalentados, extrema miséria, analfabetismo e evasão escolar, lamentam deputados, maioria dos sindicatos dos servidores públicos e entidades de classe da PM, que negociaram durante oito anos, conseguiram no final do governo reajuste salariais de 10% e 15%, retificações no quadro de oficiais e de promoções, e mesmo assim reclamam de defasagem de 20%, que vão começar a cobrar depois que o governador tampão assumir. A Alagoas da prosperidade da propaganda oficial mostra a agricultura, educação, saúde, segurança, infraestrutura executando obras com recursos próprios e bons resultados nesses segmentos. No entanto, não mostra, por exemplo, a qualidade duvidosa das obras e a origem de parte dos recursos que foram retirados do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), que em seis anos arrecadou mais de R $1,7 bilhão, destinou um terço do montante às obras, enquanto 1,1 milhão de alagoanos passam fome até hoje.

DESEMPREGO

A situação de Alagoas, do ponto de vista do empobrecimento, não melhorou. Aumentou a população residente em áreas de extrema vulnerabilidade social, dizem as pesquisas oficiais, os cientistas sociais e parlamentares. Tanto que na terça-feira (29), o Estado registrou o segundo pior saldo de empregos do Brasil, em fevereiro deste ano.

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