Política
PT e PPS lutam para manter candidaturas
O deputado Paulo Fernando dos Santos considera ?decisivo? para a aliança PT-PSB o encontro de hoje, em São Paulo, com o presidente nacional de seu partido, José Genoino, e o governador Ronaldo Lessa. Mas avisou: ?Minha posição está mantida. Não serei vice de ninguém?. A situação do pré-candidato do PT é desconfortável no diretório municipal. Um dos segmentos do partido ? a tendência Democracia Socialista (DS) ? apóia, abertamente, a idéia de o PT indicar o vice do PSB. A presidenta do diretório municipal e militante da corrente ?PT de Cara Própria?, Cláudia Amaral, afirma que o partido não aprova a aliança com o PL e muito menos com o PMDB do senador Renan Calheiros, que declarou apoio ao amigo senador Téo Vilela. As duas alianças são defendidas por Paulão, que é minoria no diretório de Maceió. ?O PT tem candidato a prefeito e as alianças devem ser no campo democrático-popular, não com o PL e o PMDB?, diz Cláudia. Ela teme intervenção do diretório nacional. Paulão descarta a intervenção. A convenção está marcada para o dia 27, no Clube Alagoinhas. O vice está indefinido Na chapa proporcional, o PT vai apresentar 22 candidatos a vereador. Não haverá coligação. PPS Partidos como PT, PTB, PDT e PSDB cortejam o PPS na intenção de atraí-lo para a vaga de vice. Mas o presidente do partido, Anivaldo Miranda, sustenta a pré-candidatura de Régis Cavalcante. Além de buscar alianças, o PPS quer encontrar um vice. Mas o quadro permanece estático. O partido tem se colocado em oposição à administração da prefeita Kátia Born (PSB). Entretanto, ocupa uma secretaria no governo Lessa. A convenção do partido está marcada para o dia 30, no Clube dos Sargentos, localizado na Avenida João Davino, em Mangabeiras. Como o PPS não consegue fechar um projeto de aliança de centro-esquerda, o pré-candidato Régis já admite uma chapa puro-sangue, com vice ?da casa?. (AF)