Fontes renováveis
EMPRESA TEM INTERESSE NA CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO DO PARQUE EÓLICO EM ALAGOAS
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Atualmente, o governo de Alagoas vem articulando-se com a empresa Casa dos Ventos, que demostrou interesse em executar o investimento e apresentou o projeto para a construção e operação do Parque Eólico.
De acordo com o diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, esse empreendimento demonstra a preocupação do atual governo com a expansão socioeconômica e o investimento tecnológico com baixo impacto ecológico. “A concretização desse projeto de energia eólica será um marco na atual gestão. Terá uma importância expressiva para o desenvolvimento econômico no Alto Sertão e, ainda, representará uma conquista histórica para o Estado de Alagoas”, salientou Silva.
Outro grande avanço do governo foi a coleta e organização dos dados para a emissão dos títulos de posse e domínio de terra referente às propriedades situadas na Serra do Parafuso e no seu entorno. Em fevereiro de 2022, o diretor presidente do Iteral, em conjunto com o procurador de Estado Aderval Tenório, recebeu em seu gabinete os representantes da empresa Casa dos Ventos, Daniel Monteiro Alves, gerente de projetos eólicos; Diego Ramos, coordenador de projetos eólicos; e Denis Belline, gerente de projeto solar, para entregar toda a documentação nesse sentido.
O próximo passo é o encaminhamento de todos os títulos, documentos pessoais e respectivas peças técnicas (plantas e memorial descritivo) para a efetivação do registro no cartório de Mata Grande, que garantirá a segurança jurídica de todos os beneficiados e a regularização fundiária na Serra do Parafuso.
FATOR DE CAPACIDADE
Existe um parâmetro no setor chamado “fator de capacidade”. Isso quer dizer que, se o vento soprasse numa velocidade constante, geraria um processo constante de produção de energia como as hidrelétricas produzem. Entretanto, isso não acontece. Porque o vento, em determinado momento, tem uma velocidade e noutro a velocidade é diferente. Dessa forma, o parque eólico não produz toda a capacidade que tem, por causa da variação da velocidade do vento. A energia produzida e a energia que “seria” produzida se o gerador estivesse em pleno vapor gera a relação de “fator de capacidade”.
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Segundo o professor Márcio, em algumas regiões do Brasil o fator de capacidade é superior à dos parques eólicos da Europa, Estados Unidos e de outros continentes. O Brasil tem uma capacidade acima de 50%. Em Alagoas, esse fator gira em torno de 27 a 30%. Porém, em países da Europa e regiões dos Estados Unidos, já é considerado como fator atrativo algo em torno de 30%. O professor Márcio André explicou que o que define investimentos é este FC. “Em localidades do Nordeste como a Bahia, Ceará, Rio Grande do Nordeste e Pernambuco, o fator de capacidade é superior aos 27%”. As melhores localidades para instalação de parques eólicos em nosso estado seriam na região de Piaçabuçu, na foz do Rio São Francisco, e no Sertão.