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PMDB quer unir partidos de centro para enfrentar a centro-esquerda

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O senador Renan Calheiros (presidente estadual do PMDB) negocia nos bastidores para tentar consolidar uma chapa com o PTB, PSDB, PP, PFL e PDT. Na prática, ele se prepara para enfrentar o grupo governista, que agora tem a possibilidade de ter um vice do PT para manter a aliança desenhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas capitais e municípios estratégicos. A composição PMDB-PSDB poderá marcar o primeiro confronto político com PT e PSB, pós-alianças de 2000 e 2002, que levaram os dois senadores para a base de apoio dos governos Lessa e Kátia Born (ambos do PSB). Assim, hoje, podem ficar em campos opostos o senador Renan Calheiros, candidato ao governo do Estado em 2006 e o governador Ronaldo Lessa, que deverá disputar a única vaga de senador em jogo em 2006. PSDB O senador Teotonio Vilela Filho (PSDB) segue como firme aliado do senador Renan Calheiros, e trabalha para ampliar sua base de apoio sem fazer alarde. Hoje, o seu principal adversário é o deputado federal João Lyra (PTB), que desistiu da candidatura e depois disse que estava ?revendo? a desistência. Por isso, a estratégia dos dois lados (PTB e PSDB) é falar o mínimo possível para a imprensa sobre as articulações. Ontem, Téo Vilela manteve o mistério sobre seu futuro político. Ao ser questionado, ontem, sobre se seria candidato a prefeito, na única declaração que fez, o senador tucano manteve as dúvidas: ?A única definição até agora é que a data da convenção do PSDB está mantida para o dia 30 de junho, no Clube Fênix Alagoana, centro de Maceió?. O PMDB fará sua convenção em outro local, que deve ser definido a partir desta segunda-feira, quando o senador Renan Calheiros tiver mais claro o futuro do seu projeto de alianças. Os líderes dos diretórios estadual e municipal do PMDB e os assessores de Renan desligaram os telefones para evitar contatos com a imprensa. (AF)

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