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Assembl�ia, em 61, fez homenagem a Brizola

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MARCOS RODRIGUES O ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), morto esta semana, teve sua imagem ligada ao Estado de Alagoas. Em 3 de outubro de1961, por causa de sua atuação em defesa da ?Cadeia da Legalidade?, ele recebeu da Assembléia Legislativa (ALE) o título de Cidadão Honorário. A Câmara Municipal de Palmeira dos Índios também o homenageou. Mas por pressões políticas, em 1965, o projeto que propunha o título foi cassado. A homenagem partiu do então deputado Luiz Gonzaga Mendes de Barros. Sua proposta foi subscrita pelos deputados João Mendes de Mendonça, José Marinho Júnior, Aderbal Jatobá, Antônio Araújo Assunção, Antônio Gomes de Barros e Francisco Elias de Rosa Oiticica. Segundo Mendes de Barros, a idéia de homenagear o ex-governador surgiu depois de sua atuação política em defesa da posse do vice-presidente João Goulart, quando o presidente Jânio Quadros renunciou naquele ano de 1961. O movimento deflagrado por Brizola ficou conhecido como ?Cadeia da Legalidade?. ?Estive no Rio Grande do Sul, acompanhado de outros deputados e acompanhei todo aquele processo de resistência e de defesa da constitucionalidade. Quando retornei, propus o título de Cidadão Honorário para Brizola?, relembrou Mendes de Barros, hoje procurador aposentado da Assembléia. Cassação Mas Brizola não chegou a receber a homenagem do Legislativo alagoano. Cinco anos depois (1965), a ALE anulou sua posição política. A decisão ocorreu em função do golpe militar de 1964 e foi proposta pelo deputado Areski de Freitas. ?Devido à pressão da ditadura, lamentavelmente o título foi cassado. Desde então, passei a ser perseguido, principalmente porque fui defender os presos políticos?, disse Mendes. Referência Para o historiador e sub-secretário de Desenvolvimento Humano, Geraldo Magela, a luta de Brizola foi uma referência nacionalista importante para a época. Ele lembrou que o título foi homologado pelo então governador em exercício, Teotônio Vilela. Até hoje Magela guarda um exemplar do extinto Jornal de Alagoas, que em 1979 recontou, em reportagem do jornalista Afrânio Godoy, a história do título concedido e depois cassado. ?Era muito jovem nessa época, mas já me impressionava com o movimento. Além disso, outra coisa que me impressiona é como Brizola passou 60 anos fazendo política e morreu com sua moral intocável. Ele era muito carismático e passava segurança para as pessoas?, comenta Magela.

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