Política
Jaudeni � solto e amea�a processar delegada
GILVAN FERREIRA ODILON RIOS Fora da prisão por determinação do juiz plantonista Cícero Alves, o vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Jaudeni Coutinho (PSB) ? preso em flagrante na última quarta-feira (23), acusado de extorsão mediante seqüestro ? disse ontem que vai processar a delegada Bárbara Arraes por ?abuso de autoridade?. Jaudeni estava preso, até sábado, em uma das celas do grupamento Tigre. O advogado do vereador, Welton Roberto, alega que a prisão em flagrante foi ilegal, pois, segundo ele, não haveria elementos para a delegada, que conduziu à prisão do vereador, o denunciasse por extorsão mediante seqüestro. O crime é considerado hediondo, inafiançável e o acusado pode responder ao processo na prisão. Em caso de condenação, o vereador Jaudeni Coutinho poderia ser condenado a até 30 anos de prisão. Welton Roberto disse que o vereador deveria ter sido citado no crime de cárcere privado, que é afiançável e cujo processo o acusado pode responder em liberdade. ?A delegada Barbara Arraes deveria conhecer mais as leis?, afirmou Welton. ?Ela deveria saber as diferenças entre seqüestro e cárcere privado. O próprio juiz que concedeu o habeas-corpus ao vereador Jaudeni Coutinho reconheceu que ele não cometera o crime de extorsão mediante seqüestro. Diante da ação ilegal da delegada, o vereador Jaudeni Coutinho decidiu buscar seus direitos na Justiça e vai processá-la por abuso de poder?, disse o advogado. De acordo com o mestre em Direito Público Penal e professor da Faculdade de Alagoas (FAL), Ivan Luiz, a liberdade provisória do vereador foi legal, apesar de o crime de extorsão mediante seqüestro ser hediondo e inafiançável. Isso porque o juiz pode basear sua decisão em bons antecedentes criminais e no fato de o acusado ser réu primário. ?Desta forma, o vereador pode responder ao processo em liberdade?, explicou o advogado.