Política
Lyra sai e sua filha � vice de C�cero Almeida
ARNALDO FERREIRA MARCOS RODRIGUES O deputado João Lyra (PTB) anunciou ontem, na sede do partido, sua saída da disputa pela sucessão em Maceió. Sem dar maiores detalhes das razões de sua desistência, ele indicou o nome de sua filha, a arquiteta e empresária Lourdinha Lyra, como candidata a vice do deputado estadual Cícero Almeida (PDT). A aliança foi costurada entre os presidentes do PDT, Geraldo Sampaio, e o petebista João Lyra. ?Saio do processo, mas coloco minha filha, o que tenho de melhor. Além disso, vejo essa aliança como sendo a recomposição do trabalhismo de Leonel Brizola e de Getúlio Vargas. O reencontro dos dois partidos está começando por Maceió?, disse Lyra. Cíccero Almeida lembrou sua trajetória humilde e seu anunciado compromisso com a periferia. ?Ando na periferia e tenho contato com o povo todos os dias. Essa cidade vai ter um prefeito e uma prefeita. E respondendo à prefeita Kátia Born, só tenho a dizer que Lourdinha fará em, no máximo, quatro anos, o que ela não fez em oito?, disse o candidato, reafirmando seu lema de campanha: ?Com Deus e o povo?. A resposta de Almeida refere-se ao discurso de Kátia Born, durante a convenção do PSB, no sábado, que homologou o nome de Alberto Sexta-Feira como candidato da situação. Kátia chegou a chamar a candidatura de Almeida de ?oportunista?. Lourdinha agradeceu a confiança depositada por seu pai e disse que sempre teve vocação para se envolver em ?causas sociais?. ?Vou dar conta do trabalho, como meu pai acredita. Em minha vida toda, assim como ele, me dedico muito ao trabalho. Sou muito dedicada ao que faço e com essa missão não será diferente. Tenho muita fé para isso?, disse Lourdinha. Um dos mentores da aliança, o deputado João Lyra, antes do anúncio da composição, manteve contatos com representantes do governo estadual. O conteúdo da conversa não foi revelado durante a entrevista coletiva de ontem, na sede do PTB, que foi acompanhada pelos candidatos a vereador das duas legendas. O PSL também integrará a base da aliança trabalhista. PSDB-PMDB A direção nacional do PMDB interrompeu ontem as articulações que o senador Renan Calheiros vinha fazendo para fortalecer o projeto de candidatura do senador Teotonio Vilela Filho (PSDB) a prefeito de Maceió. Renan foi chamado a Brasília para a reunião que decidirá o futuro da ?PEC dos Vereadores?. Assim, a pré-candidatura do senador Teotonio Vilela continua indefinida e cercada de mistério. Mas a convenção dos tucanos está mantida para amanhã, no clube Fênix Alagoana. O presidente do diretório municipal do PSDB, médico Álvaro Machado, reafirmou ontem pela manhã que ?o senador Téo é o nosso candidato a prefeito?. À noite, o assessor de imprensa do partido, jornalista Marcelo Sandes, informou que o senador continua conversando e estudando a possibilidade de disputar o cargo de prefeito nas eleições de outubro. PFL Outra incógnita é o futuro do PFL. A princípio, chegou a ser discutido que o partido poderia indicar o vice do candidato do PDT, Cícero Almeida, ou do PTB, deputado federal João Lyra. A segunda alternativa está descartada depois da decisão de Lyra de sair da disputa e indicar sua filha para vice de Almeida. A assessoria do PFL informa que as conversas continuam em torno de uma candidatura de oposição. Nanicos Entre os partidos pequenos, apenas o PSTU já fechou a chapa. A convenção aconteceu no domingo. Não houve festa, apenas os dirigentes, numa solenidade simples no Sindicato dos Petroleiros, homologaram a chapa ?puro-sangue?, formada pelo advogado Ricardo Barbosa e por Manoel de Assis como candidato a vice. ?Estamos convocando os companheiros que se sentem traídos pelo PT, e outros militantes de partidos de esquerda, para nos apoiar. Faremos a oposição de esquerda aos governos Lula, Ronaldo Lessa e Kátia Born. Queremos construir um governo que atenda às verdadeiras lutas dos trabalhadores, esquecidas pelos partidos burgueses ?, convocou Barbosa. A novidade no processo é a candidatura do presidente do PRP, José Djalma. Ontem, o pré-candidato sustentou o projeto, que, segundo ele, será uma ?alternativa às candidaturas profissionais que se apresentam?. Djalma adiantou que não vai atacar nenhum adversário no horário eleitoral e seu vice deve vir do Prona. Mas não tem nada definido sobre isto. Esta é segunda vez que o candidato disputa a Prefeitura de Maceió. Na primeira vez, em 1995, obteve cerca de 5 mil votos.