Política
CANDIDATOS E LÍDERES DE PARTIDOS EVITAM FALAR EM JUDICIALIZAÇÃO DO PLEITO
Ao longo desta semana, candidatos a governador-tampão e líderes de partidos em Alagoas foram abordados pela Gazeta de Alagoas para emitir uma opinião acerca do pleito indireto. Eles não informaram, de maneira clara, se há intenção de questionar o processo no STF, mas citaram, pontualmente, o que podem incomodá-los até o dia da votação.
O deputado estadual Davi Maia (União Brasil), que protocolou a candidatura a governador, revelou que a eleição abre muitas possibilidades, inclusive que secretários de Estado, no exercício da função, possam apresentar o registro. “Vamos questionar este ponto, oficialmente, à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa”, avisou
Já o candidato Cabo Bebeto (PL) disse que, apesar das muitas especulações acerca do pleito, não pretende acionar a Justiça contra a votação. Paulo Dantas (MDB) também não apresentará questionamentos.
“A minha avaliação é que o projeto atende todas as exigências constitucionais. Os assessores legislativos da Casa são assessores capazes, competentes, que nos assessoraram para elaborar o projeto de lei. A proposta é que fica a critério do Parlamento de Alagoas decidir, com voto aberto, quem será o vice-governador e o futuro governador. Estamos muito tranquilos em relação a lei, à sua constitucionalidade e às formalidades”, afirmou Paulo Dantas.
Durante solenidade, esta semana, o prefeito de Maceió, JHC (PSB), afirmou, em entrevista à TV Mar, que se preocupa com a pouca discussão sobre a mudança de vida das pessoas em uma eventual eleição indireta, sem a legitimidade da população. Para ele, o processo exige muita cautela.
“A gente não pode viver a descredibilidade da democracia. Precisamos entender a importância desse momento que estamos vivendo, pela vacância, pela ausência dos nossos governantes por interesses outros e nós precisamos estar atentos nesse momento. Acredito que as instituições, inclusive os partidos políticos, devem estar observando e agir na mínima intercorrência ou ameaça de um direito ou da própria segurança jurídica e da estabilidade democrática no Estado”, disse JHC.
Ele diz esperar que tudo se resolva de forma ordeira, pensando nos interesses coletivos e não pessoais. “Não se pode pensar em projetos que só visam a perpetuação no poder, mas em um pouco na população que sofre com o aumento da conta de água, que sofre com a inflação, o aumento dos combustíveis, dos alimentos e na falta de empregos”,afirmou JHC. “Essa é a discussão que eu gostaria que tivesse nesse momento e não o narcisismo exagerado de alguns, que já se acham donos dos poderes do nosso estado e a gente sabe que não é bem assim. Precisamos, agora, de coragem cívica para evitar retrocessos no nosso estado”. TG