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PPS se isola, n�o desiste e trabalha chapa puro-sangue

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O Partido Popular Socialista (PPS), primeiro a gritar que era oposição à prefeita Kátia Born (PSB), se isolou. Chega ao último dia do prazo com apenas duas alternativas: tentar a vaga de vice do senador Téo Vilela ou fazer uma chapa ?puro-sangue?, indicando um vice para seu próprio pré-candidato Régis Cavalcante. ?A única certeza é que sairei candidato?, disse ontem Régis. ?Obviamente estamos tentando, através de nossas últimas conversas, uma aliança. Neste ponto, o PSDB é uma possibilidade. Do contrário, já pensamos, inclusive, numa composição com quadros do partido, no estilo puro-sangue (sem aliados)?, disse. Entre os nomes do partido que vêm sendo estudados, ele citou o historiador Douglas Apratto e o médico Fernando Barreiros. Apratto seria estreante na disputa por cargo eletivo. Mas traz em seu histórico passagens por funções técnicas na estrutura do Executivo. Sua participação ainda depende de convencimentos. Já Fernando Barreiros é um quadro ex-tucano com experiência em pleitos, mas sem sucesso. O PT também já o abrigou. Há duas semanas, o PPS despontava com uma esperança: se aliar ao PT e tentar se desvincular da imagem de que também é governo. Mesmo Régis aceitando ser vice, as negociações não evoluíram. Os petistas preferiram a composição com Alberto Sexta-Feira. Essa condição de neogovernista também ainda não está totalmente digerida nos ?intestinos? do partido. A reversão do chamado ?acordo de Minas? é tida como difícil, porém, o barulho das tendências radicais petistas pode ecoar em Brasília e provocar o Diretório Nacional. ?A chapa do governo já está montada. Com eles não dá mais para conversar. Por isso, a única certeza que tenho é de que minha candidatura será mantida?, sustentou o ex-deputado Régis Cavalcante. Seu partido, em princípio, não entregará a secretaria que ocupa na estrutura do governo. No Palácio também ainda não existem rumores de que o governador Ronaldo Lessa (PSB) exonere Anivaldo Miranda da Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente. Ele tem ficado fora do ?fogo cruzado? dos últimos dias. Oposição Essa posição do PPS fez o partido também entrar nas entrevistas do ex-presidente Fernando Collor, como uma pré-candidatura de oposição. Dentro do PPS, a consideração por uma possível composição com o partido do ex-presidente, ou ainda com sua figura política, foi rechaçada. Régis, em seu primeiro e último programa de governo, antes do pleito, não perdeu tempo e no estilo ?cara de brabo? falou em tom de oposição. Tocou numa das feridas da gestão municipal: a não despoluição do Salgadinho. Não foi a primeira vez que ele tentou relembrar a promessa descumprida de Kátia Born quanto à melhoria nas condições de contaminação. Ele já fez referência até ao banho simbólico de Kátia e do vice Alberto Sexta-Feira na Praia da Avenida, tratando-o como uma ?farsa?. Desta vez, o discurso de Régis não foi contagiante o suficiente para ele conquistar aliados de peso que sustentassem seu nome. (MR/AF)

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