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NEGÓCIO DEU PREJUÍZO DE R$ 6 MILHÕES AO ESTADO

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A operação da PF que apura a compra de respiradores deixou ex-dirigentes da saúde alagoana e do governo anterior sem ar, nas primeiras horas da manhã de ontem, e é resultado de questionamentos antigos. Em 2020, quando a pandemia tomou o Brasil, governadores nordestinos, sem estrutura para garantir o enfrentamento aos efeitos danosos do vírus, decidiram agir por conta própria, diante da indefinição do Ministério da Saúde, e comprar os equipamentos.

Por meio do Consórcio Nordeste, mesmo sem experiência em transações internacionais, os governadores arrecadaram R$ 48 milhões, que foram repassados para a empresa Hampcare, especializada em medicamentos a base de THC`, o princípio ativo da maconha. O resultado é que os respiradores nunca chegaram, e os governadores do PT, PC do B e MDB levaram um calote que desfalcou os cofres públicos. Em Alagoas, o investimento de R$ 6 milhões feito pelo governador foi uma operação de risco desde o início, já que não tinha sequer parecer da Procuradoria Geral do Estado. Até o momento, os recursos não foram recuperados. Para compensar o tropeço, o Executivo acionou judicialmente a empresa, mas o processo não avança. Até o último dia em que esteve à frente do governo, a equipe anterior da Secretaria Estadual da Saúde não deu detalhes sobre o desfecho do caso.

REPERCUSSÃO

O único Estado nordestino que rompeu o silêncio e trouxe à tona detalhes do prejuízo que tomou foi o Rio Grande do Norte. Isso porque os deputados estaduais conseguiram romper as pressões do Executivo e instauraram a CPI da Covid.

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Graças a ela, o caso de Alagoas foi relatado numa das audiências pelo deputado estadual Davi Maia (União Brasil). Com base nas informações que apurou, ele conseguiu ajudar na montagem do difícil quebra-cabeças que envolveu os governadores, secretários estaduais de saúde e intermediários das negociações.

A repercussão poderia ter sido muito maior, caso Alagoas também apurasse com detalhes quem foram os personagens do Estado e como operaram para a adesão à compra coletiva. Porém, com maioria na Assembleia Legislativa, o então chefe do Executivo conseguiu abafar qualquer tentativa de avanço para uma investigação. Desse modo, os detalhes do contrato e como foi a participação alagoana deixaram de ser apurados. Todas essas dúvidas, porém, foram apresentadas a CPI potiguar.

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