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PARA DEPUTADO, GOVERNADORES SÃO CORRESPONSÁVEIS POR CALOTE

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Após a Polícia Federal (PF) deflagrar operação para apurar supostas irregularidades na compra de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste no começo da pandemia, o deputado Davi Maia (União Brasil) disse acreditar que todos os governadores da região são corresponsáveis pelo calote. O parlamentar acredita que as provas dos contratos firmados são evidentes e levam a crer que todo o processo foi fraudulento. Maia foi um dos que tentaram instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para que a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) pudesse investigar o calote dos ventiladores mecânicos ao Estado, que alcança R$ 6 milhões, numa transação feita pelos governadores do Nordeste ao contratar uma empresa para o fornecimento dos aparelhos, que nunca foram entregues. “Os governadores do Nordeste fizeram o que estavam ao alcance deles pra evitar que essa operação da Polícia Federal acontecesse neste dia. Mas, está muito fácil de chegar ao superintendente do Consórcio Nordeste, senhor Carlos Gabas, através da Prefeitura de Araraquara, e também ao governador da Bahia, Rui Costa, que teve o seu secretário do Gabinete Civil exonerado”, comentou o deputado. Ele acrescentou que há delações, transferência de recursos e a prova cabal de que os respiradores nunca chegaram aos seus destinos, que eram os hospitais da região se organizando para o tratamento de pacientes com Covid-19, no início da pandemia. “Um absurdo isso ter acontecido e afirmo que todos os governadores do Nordeste são corresponsáveis por esta negociata”, avalia. O parlamentar disse que a operação da Polícia Federal com a finalidade de coletar provas de supostas irregularidades na transação é mais um passo para comprovar a fraude. Maia tentou, por duas vezes, convocar o secretário do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, para prestar esclarecimentos na ALE, mas seus requerimentos foram rejeitados pelos colegas. A primeira tentativa aconteceu ainda em 2020, sendo brecada pela maioria em plenário sob a justificativa de que o Parlamento não teria competência para interferir nesta apuração. O deputado insiste que Gabas, como ordenador de despesas, precisava esclarecer na Casa as denúncias de fraudes na aquisição dos ventiladores mecânicos que nunca chegaram a Alagoas, apesar de a Sesau ter empenhado o valor mediante o contrato de rateio. A contratação feita pelo colegiado de governadores nordestinos foi investigada pela Polícia Civil da Bahia, na operação Ragnarok. Por se tratar da participação de chefes do Executivo, a apuração também descambou para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que cabe apontar as responsabilidades pelo erro na compra destes aparelhos.

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