loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Candidatos temem “baixaria” na campanha

Ouvir
Compartilhar

ARNALDO FERREIRA MARCOS RODRIGUES A partir de hoje, os partidos da base do go-verno mobilizam a militância e assessores contratados para fis-calizar os discursos dos supos-tos aliados que mantêm cargos no governo e as candidaturas de oposição. As atenções se voltam para as alianças PSDB-PMDB-PPS e PDT-PTB. Os senadores Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB), em discurso ontem à noite, pediram que as candidaturas adversárias defendam propostas e mantenham a campanha em alto nível. À GAZETA, o senador Renan Calheiros disse que a disputa é localizada e envolve somente a prefeitura. ?Não haverá problemas com a aliança que mantemos com o governo Ronaldo Lessa?. Renan, ao contrário do que diz a maioria dos candidatos, afirma que a disputa municipal não tem relação com as eleições gerais de 2006, quando ele deverá disputar o governo do Estado e Lessa a única cadeira do Senado. ?As eleições de 2006 serão discutidas em outro momento?, avalia o senador. O PMDB tem duas secretarias no governo estadual: as de Turismo e de Assistência Social. Teotonio Vilela também não vê problemas nem relação entre as disputas municipais e a aliança com o governo Lessa. ?A disputa será muito localizada. Nós temos maturidade para entender isso?, avalia. O PSDB ocupa a Secretaria Estadual da Saúde e mantém tucanos nas secretarias municipais de Habitação e Controle e Convívio Urbano, além de cargos no segundo e terceiro escalões dos dois governos. Os blocos PMDB-PSDB-PFL e PDT-PTB também estão com os olhos atentos aos governistas. Nos bastidores das convenções, ontem, alguns militantes revelaram ter encontrado pontos vulneráveis na chapa PSB-PT. A senadora Heloísa Helena (sem partido), mesmo fora da disputa, mandou avisar que vai analisar todas as candidaturas. Ela promete participar da campanha eleitoral e ?desmascarar? integrantes de seu ex-partido, o PT. Segundo comentários, a senadora teria munição suficiente para abalar candidaturas que têm suporte e apoio do governo. Mas até a senadora tem problemas. Ela declarou que iria apoiar a candidatura de Regis Cavalcante (PPS), se ele mantivesse seu nome como alternativa de oposição ao PT do deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão) ? hoje seu inimigo político ?, e ao PSB do governador Ronaldo Lessa. Régis não é mais candidato e se tornou vice do setor mais criticado pela senadora: a agro-indústria canavieira. Lessa tem evitado as polêmicas. Prefere trabalhar na articulação de candidaturas no interior. Mas concorda que as disputas municipais não devem abalar as alianças com os senadores. ?É uma pena que eles não estejam do nosso lado?, lamentou o governador, que disse também esperar uma ?campanha de alto nível?. No geral, a maioria das legendas possui cargos nos governos estadual e municipal, exceto o nanico rebelde PSTU. A partir daí, começam os problemas. O PMN, do candidato Ildo Rafael, não sabia, até ontem, qual o tom do discurso que adotaria. O de oposição não teria força, por causa dos cargos que ainda mantém no terceiro escalão do governo. Além disso, o anúncio do nome de Denilma Bulhões para vice acabou não sendo oficializado ontem. O PDT de Cícero Almeida, que terá o PTB como vice, enfrenta a mesma situação, por ocupar uma secretaria de governo. Lourdinha Lyra, vice de Almeida, deverá ser alvo das críticas dos adversários e citada como alguém que não conhece a periferia. No PSB, um dos problemas que podem vir à tona foi levantado pelo próprio PT. Refere-se às denúncias feitas pelo deputado estadual Paulão, que tentou emplacar o seu nome como pré-candidato atacando Sexta-Feira. Além disso, Alberto SextaFeira herdará, naturalmente, as críticas feitas à gestão da prefeita Kátia Born. Os buracos da cidade, os alagamentos na periferia, junto com os deslizamentos, serão os temas preferidos dos adversários. O ?esquecimento? do PSB em filiar o candidato dentro dos prazos legais ? problema que a legenda afirma não ter mais importância ? promete voltar à pauta dos debates. No campo ideológico, o mais cobrado será o vice da chapa governista, José Roberto Mendes. Ele, que vinha se preparando para disputar uma vaga de vereador, não conta com o apoio da maioria do PT. Os ?órfãos? da senadora Heloísa Helena ameaçam até um rompimento formal com o partido. No ninho tucano, as críticas que podem ser feitas são quanto à posição do partido de lançar candidato próprio e permanecer ocupando cargos no município e no Executivo estadual. Esta situação ofusca as críticas de Téo aos índices sociais negativos de Maceió.

Relacionadas