Política
‘RENAN FILHO EMBOLSOU DINHEIRO DA COVID’, DENUNCIA DEPUTADO
Davi Maia se baseou em reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre repasses do governo a emissoras de rádio do ex-governador
Após a reportagem, publicada na Folha de S. Paulo, dando conta de que o governo de Renan Filho (MDB) repassou R$ 1,2 milhão a emissoras de rádio da família Calheiros para propaganda institucional, o deputado estadual Davi Maia (União Brasil) usou as redes sociais para denunciar que o ex-governador embolsou este dinheiro que seria utilizado para enfrentamento da Covid-19 no Estado.
Maia informou que vinha tentando apresentar esta denúncia no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), mas as sessões em que participou não teve quórum suficiente para ser realizada. Ele diz que aproveitou a matéria publicada no site nacional para repercutir o que considera ser uma audácia do ex-chefe do Executivo Estadual.
“Alagoanos, enquanto você perdia o seu emprego, fechava a sua empresa ou tinha sua renda diminuída na pandemia, sabia que o governador Renan Calheiros embolsou quase R$ 1,2 milhão ilegalmente do governo de Alagoas? O ex governador Renan Filho teve a audácia de pagar, através do governo e com verba da Covid, o valor de mais de um milhão para três empresas de sua propriedade. Uma clara fraude à Lei das Licitações”, afirmou o parlamentar, em um vídeo postado no Instagram.
Ele mostrou que o artigo 9º, da referida norma, proíbe que servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação contrate empresa em que o sócio seja o governador e seus parentes.
“Fica claro que o ex-governador, durante a pandemia, gastou mais pagando a ele mesmo do que comprando respiradores”, criticou o deputado.
Ouvido pela Folha, Renan Filho disse que a afirmação de Maia “ignora a legislação sobre esse assunto”.
“Conforme o disposto na legislação nacional pertinente, quem contrata os serviços dos veículos são as agências licitadas, empresas de capital privado que decidem por critério técnico onde veicular as peças publicitárias. O governo do Estado não negocia, não escolhe, nem se relaciona com os prestadores de serviços de comunicação. Não há conflito legal”, afirmou o ex-governador.