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Paim defende boicote a governo no Senado

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Brasília - O senador Paulo Paim (PT-RS) propôs ontem que os senadores suspendam as votações de matérias de interesse do governo até que a Câmara dos Deputados vote a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) paralela da Previdência. O boicote defendido pelo petista seria uma represália pelo fato de o governo e sua base demorarem a colocar em votação a PEC. A proposta paralela foi uma das condições para que o Senado aprovasse, no final do ano passado, o texto principal da reforma previdenciária. Ela restitui alguns benefícios dos servidores públicos tirados pela reforma previdenciária. ?Há seis meses o Congresso foi convocado no recesso de início de ano para votar a PEC paralela. Uma parte dos senadores só aprovou pouco antes a reforma previdenciária por causa da promessa do governo de aprovar a paralela. As relações entre o governo e as duas Casas do Congresso não podem se pautar por promessas não cumpridas. Por que a Câmara engaveta a emenda paralela??, declarou Paim, ao discursar no plenário do Senado. Ele foi apoiado em apartes pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que também votou contra o mínimo de R$ 260, e pelo senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Suassuna conclamou os deputados a votarem, ?contra ou a favor da emenda paralela, mas que não se omitam?. O boicote é mais um caso de rebeldia a ser administrado pelo Palácio do Planalto e pela direção do PT. Na última segunda-feira a Executiva Nacional do partido puniu os nove deputados e três senadores, entre eles o próprio Paim, que votaram contra o salário mínimo de R$ 260, proposto pelo governo. Os congressistas foram suspensos das atividades partidárias e de bancada.

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