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Ronaldo Lessa definir� futuro de “aliados” que viraram oposi��o

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MARCOS RODRIGUES O governador Ronaldo Lessa (PSB) vai definir nos próximos dias o destino político dos aliados (PDT, PMN, PSDB e PMDB) que optaram por fazer oposição, em nível municipal, mas querem preservar os seus respectivos cargos na estrutura do Executivo. Essa é a situação depois que as chapas para a Prefeitura de Maceió foram fechadas. Até a semana passada, Lessa ? ainda se recuperando de uma cirurgia ocular ? partiu para o interior do Estado, a fim de solucionar problemas de coligação. Assessores mais diretos, entretanto, revelaram que a próxima ?dor de cabeça? do governador é como segurar os aliados que, agora, fazem oposição. O próprio Lessa evita tocar nesse assunto quando perguntado. Ele sabe que qualquer frase mal colocada pode dar origem a uma revoada em sua equipe. Normal No palácio o próximo encontro do Conselho Político é tratado como uma reunião ?normal?, mas diante dos primeiros enfrentamentos do candidato Alberto Sextafeira (PSB), com seus ex-aliados, o clima pode esquentar. Um exemplo foi como Sextafeira se referiu ao senador Téo Vilela, candidato do PSDB, durante debate na quinta-feira, na TV GAZETA. Em sua primeira chance de dirigir a palavra ao seu mais recente adversário, o candidato do PSB disse que o senador era representante das ?forças do atraso?. Téo, por sua vez, procurando manter o clima de cordialidade que sempre imperou entre ele e Sexta, disse: ?Mas Sexta, nem o presidente Lula, que mantinha o discurso da herança maldita (referindo-se à gestão de Fernando Henrique), diz mais isso. Agora você não pára de falar essa estória de forças do atraso. As pessoas não querem saber disso, querem é tirar Maceió do atraso?, devolveu o tucano. Provocação A prefeita Kátia Born (PSB) fez uma provocação maior. Ela chegou a dizer que Maceió não recebeu mais recursos porque o senador tucano teria se ausentado de votações importantes no Congresso Nacional. O novo discurso de Kátia tem causado surpresa. Isto porque, há menos de um ano, era comum a prefeita se referir ao senador Vilela como um aliado importante em Brasília para conseguir projetos. Um deles, e que será referência para a campanha de Sextafeira, é o Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Em várias inaugurações em que Kátia pode participar, o agradecimento era feito ao senador tucano. Um detalhe sobre esse programa é que ele conta com verbas federais para a sua implantação. Além disso, no município, ele era gerido pelo ex-secretário Claudionor Araújo, que é tucano. Ainda durante o debate, quando Sextafeira se referiu aos investimentos da prefeitura em habitação, o PAR surgiu como ?carro-chefe?. Desespero Para o vice do senador Téo Vilela, ex-deputado Régis Cavalcante, as críticas de Kátia são um sinal de desespero. Mantendo o estilo ?bateu levou?, ele também não aliviou nas insinuações. ?Eles vão ficar tentando puxar essas discussões. É um sinal de desespero porque depois de 12 anos não têm o que mostrar. Nós não queremos diz-que-diz porque isso só interessa aos cinco mil cargos comissionados que eles mantêm?, devolveu Régis. Indagado sobre a posição de seu partido e de seus atuais aliados de chapa (PSDB e PMDB), Régis explicou que o PPS e os demais partidos estão no governo por outras razões. ?No nosso caso, por exemplo, não continuaremos com a secretaria por amor ao cargo, mas sim em nome da governabilidade. Quando esse processo sucessório começou, dissemos ao governador que não queríamos constrangê-lo, nem nos sentir constrangidos?, revelou Régis. Ainda assim, Régis considera importante o encontro de Lessa com o Conselho Político. Ele, porém, não soube precisar a data da reunião. Cargos Os partidos que mantêm cargos no governo são PDT, PPS, PMDB e PSDB. Os tucanos comandam a importante Secretaria Executiva Estadual de Saúde, que tem à frente Álvaro Machado, articulador da campanha de Téo. Os brizolistas do PDT, do candidato Cícero Almeida, têm em seu poder a Secretaria Estadual Executiva do Trabalho, ocupada pelo ex-prefeito Corintho Campelo da Paz. O PMDB continua com a Secretaria Estadual de Inclusão e Assistência Social, comandada por Tito Uchôa. Já o PPS tem sob seu controle a Secretaria Executiva Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, que tem como titular Anivaldo Miranda. O PMN continua ocupando cargos nos terceiro e quarto escalões do governo.

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