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PMDB entrega as duas secretarias que ocupava no governo do Estado

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O PMDB decidiu entregar, no final da manhã de ontem, os cargos que ocupava no governo estadual. Tito Uchôa (Secretaria de Inserção e Assistência Social) e Ricardo Santa Rita (Secretaria de Turismo) devem ter suas exonerações publicadas no Diário Oficial de hoje. Até ontem, havia dúvidas sobre como o governador Ronaldo Lessa reagiria à decisão dos peemedebistas. Se a opção por candidatura própria já representava um distanciamento, a entrega dos cargos configura um sinal claro de que o partido vai fazer oposição ao candidato Alberto Sextafeira (PSB). O secretário estadual de Comunicação, Joaldo Cavalcante, confirmou que o pedido de afastamento dos dois secretários foi antecipado para o governador, ainda no fim de semana, por telefone. ?Sei apenas que o senador Renan Calheiros manteve contato com o governador, no domingo, para antecipar essa decisão de deixar o governo?, disse Joaldo. Ele não antecipou nomes para os dois cargos. Entretanto, nos bastidores, uma das opções que chegaram a ser lembradas, para a pasta do Turismo, foi da ex-secretária municipal Patrícia Mourão. De volta Segundo fontes do Palácio dos Martírios, Patrícia já vinha articulando seu retorno à secretaria desde o início do ano, quando Lessa tirou Tito Uchôa da pasta. Mas, por conta dos compromissos políticos com o PMDB, o governador optou por aceitar a indicação do partido de Ricardo Santa Rita. Sua indicação representou uma ampliação do espaço do PMDB no governo. Era a última ?cartada? do governador para segurar o partido ao seu lado. O discreto secretário deixa a pasta sem implementar nenhuma política nova para o setor. Antecipação No PMDB, ninguém confirmou a informação de que a retirada dos quadros do partido foi uma exigência do médico José Wanderley Neto para aceitar ser candidato. O detalhe é que os peemedebistas se anteciparam e deixaram o cargo antes do encontro do Conselho Político do governo. Se para o governo a retirada dos ex-aliados foi tratada como ?faxina?, para os peemedebistas a saída do governo é o ?passaporte? para reforçar o discurso de oposição. Neste episódio, o PMDB parece que fez questão de se diferenciar do PSDB, que manteve todos os seus quadros no governo e na prefeitura. (MR)

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