Política
Wanderley acha candidatura fato natural
MARCOS RODRIGUES A desistência do senador Téo Vilela fez o PSDB e o PMDB, em menos de 24 horas, montarem uma nova chapa para a sucessão da prefeita Kátia Born. A decisão, que começou a ser tomada na madrugada de domingo, chegou aos nomes do médico José Wanderley Neto (PMDB) e da advogada Solange Jurema (PSDB). Se para alguns a indicação foi vista com surpresa, para Wanderley Neto, sua convocação é ?parte de um processo natural de quem constrói um partido?. Ele acompanhou todo o processo sucessório e avalia as alterações de forma crítica. ?A lógica da política é a falta de lógica. Mas ainda assim, nós, que vivemos a realidade partidária, temos de aceitar as coisas que são postas. Encaro tudo isso com naturalidade. O único detalhe é que daqui para frente vamos ter de reorganizar o nosso tempo?, explicou Wanderley. José Wanderley Neto tem 54 anos ? completa 55 na próxima quinta-feira, 8 de julho ? e é membro do PMDB há 20 anos. Nunca foi candidato a cargo eletivo. Nascido em Cacimbinhas e formado em medicina pela Ufal, foi discípulo, em São Paulo, dos cardiologistas Euríclides Jesus Zerbini e Adib Jatene. Foi secretário estadual de Saúde no último governo Suruagy (1995-1997). Quando o então governador Manoel Gomes de Barros articulava a candidatura à reeleição, em 1998, Wanderley foi citado como possível vice. ?Fui candidato por um dia?, recorda. Ele confirmou que o senador Téo Vilela desistiu do processo sucessório por causa de seu quadro de saúde, no último fim de semana. Propostas Indagado sobre o que vai levar para o debate político, Wanderley Neto foi enfático quanto ao chamado para um ?debate com nível, sem baixarias?. Para ele, a população quer propostas. ?Vamos nos dirigir à população com uma campanha propositiva, com idéias para resolver os problemas da cidade?, adiantou. Wanderley comentou, ainda, a referência do candidato Alberto Sextafeira ao então pré-candidato Téo, no debate da TV, de que o senador tucano representava as ?forças do atraso?. ?Acho que as pessoas estão suficientemente esclarecidas para não se deixar levar por chavões. Além disso, essa não era a visão de Sextafeira quando necessitou da aliança com os dois senadores (Téo e Renan). Achei aquele comentário deselegante?, disse. Ele lembrou, ainda, que foi Sextafeira, quando era militante do PFL, quem ?foi atrás? de Téo Vilela para integrar as fileiras do PSDB. ?Depois disso, surgiu a aliança com o PSB, onde o PSDB indicou Sexta?, lembrou. No muro Se para o PMDB o nome de Wanderley é uma certeza, o mesmo ainda não pode ser dito do nome para vice na chapa. Até o final da tarde de ontem, para efeito de registro no Tribunal Regional Eleitoral, o nome indicado para vice foi o da advogada Solange Jurema (PSDB). Ela estava no Recife e foi comunicada por telefone. Solange Jurema, que ocupou a Secretaria Nacional da Mulher no governo FHC, foi procurada pela GAZETA para comentar sua indicação a vice de Wanderley, mas não retornou os contatos telefônicos. Escorando-se na legislação, que ainda hoje permite correções, os tucanos registraram também, para vice de Wanderley, os nomes de Marco Fireman (ex-presidente da Associação Comercial de Maceió) e o vereador Jorge VI. Outro quadro do partido que também teve seu nome lembrado foi o ex-presidente do Sebrae, Sérgio Moreira, mas a indicação não foi confirmada pela assessoria do PSDB.