Política
Problema de T�o � emocional, diz m�dico
FELIPE FARIAS O cirurgião Cleber Costa de Oliveira, que atendeu o senador Teotonio Vilela Filho, disse que a causa da arritmia cardíaca (que o teria levado a desistir da candidatura) é chamada de ?fibrilação atrial pa-roxística?, que reduz em 30% as funções do coração. O problema é causado pela falta de sincronia no funcionamento das câmaras em que o órgão está dividido. O cardiologista confirmou que, de fato, atendeu o senador, acrescentando que foi a terceira vez que Teotonio Vilela Filho sofreu esse tipo de mal-estar. Cleber, contudo, disse que a decisão quanto à retirada da candidatura coube à família. ?Detectamos que o problema nele era de fundo emocional?, disse o cardiologista. ?Eu disse que caso ele ainda se considerasse apto a suportar a campanha, a única garantia que eu poderia dar ao senador é de que estaria a seu lado?, informou Oliveira, cirurgião-chefe do Hospital do Açúcar e também presidente da Comissão de Honorários Médicos da Sociedade de Medicina de Alagoas. Segundo o cardiologista, o senador teria sentido o mal-estar por volta de 5h30 do sábado. Por telefone, o médico o orientou sobre a medicação que o senador já vinha tomando e, por volta das 8h30, Téo foi a sua clínica para se submeter a exames. Ele explicou que durante uma crise como essa, o ritmo cardíaco pode chegar à faixa de 130 a 140 batimentos por minuto. O médico disse que o ritmo normal do senador oscila entre 62 a 64 batimentos, já que o senador faz exercícios físicos. No ano passado, o parlamentar teve o mesmo problema em pleno Senado, em Brasília. Segundo o cirurgião, ele foi levado para o centro médico do Congresso, onde os médicos chegaram a propor aplicar-lhe o desfibrilador, aparelho que produz choques elétricos. ?Ele é que se recusou. Apesar do mal-estar e da aparência de grande cansaço, a pessoa não perde a consciência?. Segundo o cardiologista, a preocupação na época era de que o mal tivesse relação com a isquemia coronária ? obstrução das artérias que leva ao infarto. Mas, um exame de tomografia das coronárias, feito em São Paulo naquela ocasião, teria confirmado que o problema era de fundo emocional. (Além das atribuições do cargo, o senador tem sofrido com problemas de saúde de um dos seus irmãos, José Aprígio Vilela). Segundo o médico, Teotonio lhe indagou sobre os riscos da campanha à Prefeitura. ?Respondi que coração não é matemática: a gente não pode dizer que vai dar exatamente determinado resultado. Tanto poderia se agravar, como não ?, disse, reafirmando que a família de Téo tomou a decisão final.