Política
Macei� tem oito candidatos a prefeito; T�o Vilela est� fora
CÉLIO GOMES ODILON RIOS Reviravolta completa no quadro de candidaturas para a Prefeitura de Maceió. Desde ontem, existem três novos candidatos: José Wanderley Neto (PMDB), Régis Cavalcante (PPS) e João Caldas (PL). Alegando problemas de saúde, o senador Teotonio Vilela Filho (PSDB) desistiu de sua candidatura (leia matéria ao lado). O PSDB e o PMDB substituíram, ontem mesmo, o nome de Téo pelo do cardiologista José Wanderley Neto (PMDB). A chapa inicial foi desfeita e o candidato a vice de Téo, o ex-deputado Regis Cavalcante, decidiu sair candidato a prefeito com um vice de seu próprio partido, o PPS. A agitação no dia de ontem não parou por aí. Diante das notícias da desistência de Téo e das candidaturas de Regis e Caldas, fontes do governo (que não assumiram oficialmente a informação) chegaram a insinuar que a candidatura de Sextafeira estaria ameaçada e que ele poderia ser substituído pelo deputado federal Givaldo Carimbão (PSB). Nos bastidores políticos, circularam também boatos de que o ex-presidente Fernando Collor seria candidato e de que a empresária Lourdinha Lyra (PTB) ? filha do deputado João Lyra ? teria desistido de ser vice do candidato a prefeito Cícero Almeida (PDT). No final do dia, as candidaturas de Sextafeira e de Lourdinha Lyra (como vice de Almeida) foram confirmadas e a candidatura de Collor não se confirmou. Já a candidatura de João Caldas foi confirmada no final da tarde de ontem. Ele terá como vice o advogado Richard Manso (PL), suplente de vereador. As demais candidaturas estão mantidas: Ildo Rafael (PMN), José Djalma (PRP) e Ricardo Barbosa (PSTU). Téo Vilela A desistência de Téo Vilela foi divulgada em nota distribuída à imprensa pela assessoria do senador. Segundo a nota, ?problemas de saúde ocorridos neste fim de semana? teriam afastado o tucano da disputa. O texto não dá detalhes sobre que tipo de problema teria afetado a saúde de Téo Vilela, a ponto de fazê-lo desistir da disputa. Segundo sua assessoria, na madrugada de sábado Téo foi levado às pressas a uma clínica de cardiologia. Segundo a nota, após exames médicos (eletrocardiograma e ecocardiograma), foi constatada alteração no quadro de saúde do senador, que também sofre de uma doença intestinal. No domingo, a assessoria de Téo falou pela primeira vez sobre o caso, já expondo a possibilidade de o senador não disputar a prefeitura. A nota divulgada ontem informa que uma conversa de Téo com sua família, na noite de domingo, teria decidido a questão. ?Não estando em condições ideais para enfrentar as atividades de um candidato em campanha, Teotonio acatou a decisão da família?, diz a nota. Ainda conforme a assessoria, ontem Téo estava em casa, em repouso absoluto. ?O senador, por recomendação médica, foi proibido de qualquer atividade, estando em repouso absoluto em sua residência, acompanhado por familiares e médicos, só saindo para fazer novos exames?, disse a nota. Disputa Durante todo o dia de ontem, as indefinições sobre quem ficaria com o apoio do senador tucano ? agora que ele não é mais candidato ? agitaram o meio político e os bastidores. As negociações aconteciam em todas as direções. Regis demonstrava interesse em assumir a cabeça da chapa, mas essa hipótese não avançou. A única certeza era de que a aliança entre PMDB e PSDB estava mantida. Um dos partidos que tentavam o apoio de Téo era o PSB, aliado do PSDB há dois anos em nível estadual. Téo, no entanto, não poupa críticas à administração do PSB em Maceió. O problema mais direto para uma aliança entre PSB e PSDB, segundo informou o presidente rgional do PSB, vereador Marcos Vieira, é o PT, que nacionalmente não faz aliança com o PSDB. Os tucanos são adversários dos petistas. As dúvidas permaneceram ao longo do dia de ontem, prazo final para a entrega das atas das convenções e dos nomes dos candidatos. Só às 19 horas, com o encerramento oficial do prazo, havia alguma certeza. Mas até amanhã, pela lei, ainda pode haver mudanças.