Política
�lvaro deixa secretaria e 45 t�cnicos renunciam em apoio
MARCOS RODRIGUES A despedida do cargo do secretário estadual de Saúde, Álvaro Machado, reuniu uma combinação de forças que juntou interesses e conveniências do próprio secretário demissionário, do ministro da saúde Humberto Costa ? que veio entregar novas ambulâncias ao governo de Alagoas ?, do PT alagoano e, principalmente, do governador Ronaldo Lessa (PSB). O que era para ser apenas festa se tornou um problema para o governo, por causa da renúncia de 45 técnicos da Saúde, em apoio ao secretário tucano, que deixou o posto por causa do rompimento do PSB com o PSDB na eleição à Prefeitura de Maceió. Para o secretário Álvaro Machado, a vinda do ministro, em reconhecimento a um programa pioneiro de atendimento, marca o fechamento de um ciclo de cinco anos no comando da saúde estadual. Já para Humberto Costa, a entrega pessoal das ambulâncias atendeu a um pedido feito no dia anterior, em Brasília, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que os ministros mostrem resultados à população. A determinação de Lula aconteceu no balanço de um ano e meio de seu governo e é uma forma de tentar reverter a queda de sua popularidade. Para os petistas alagoanos, a presença do ?companheiro? demonstra a ?influência? do deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, em Brasília. Além, é claro, de mostrar publicamente exemplo da aliança política costurada pelo presidente nacional do PT, José Genoino, com o PSB. Nesse ponto, os interesses do governador se misturam com os de seus ex-opositores e novos aliados. Aliados Em nome da nova aliança PSB-PT, em torno da candidatura de Alberto Sextafeira, os petistas reivindicaram seu ?espaço? ? ou seja, cargos de peso ? no governo estadual. Segundo Paulão, o partido tem interesse em ocupar a Secretaria Estadual de Educação. ?Nós não estamos com açodamento de ocupar cargo só para ocupar. Ainda estamos discutindo?. (Leia matéria nesta página). Sobre a crise provocada entre os técnicos da secretaria com a possível saída do secretário Álvaro Machado, ele próprio diz que está contornando. Mesmo que a pressão do governador seja para o seu desligamento, existe o compromisso de que os técnicos ligados ao tucano também façam uma ?transição prolongada?.