Política
Solange recusa convite do PMDB para vice
MARCOS RODRIGUES A advogada Solange Jurema (PSDB) não quer ser candidata a vice na chapa liderada pelo médico José Wanderley Neto (PMDB). A GAZETA apurou ontem que as razões são ?pessoais? e serão anunciadas hoje, junto com o nome indicado pelos senadores Téo Vilela (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB) para substituí-la. Ontem, por telefone, Solange Jurema evitou comentar o assunto. Ela demonstrou desinteresse pelo processo. E relembrou, contrariada, que foi comunicada de sua inclusão na chapa por telefone. A escolha de seu nome aconteceu durante o fim de semana, quando o senador Téo Vilela ?passou mal? e, por recomendação médica, foi aconselhado a desistir de ser candidato. PMDB e PSDB fixaram-se no nome de José Wanderley para substituir Téo Vilela. Para vice, Solange foi considerada o nome ideal. Alagoana, ela exerceu, entre outros, o cargo de secretária nacional dos Direitos da Mulher no governo Fernando Henrique Cardoso. Confusão A confusão no ninho tucano era grande ontem. Os outros dois nomes inscritos no TRE como prováveis vices ? o empresário Marco Fireman e o vereador Jorge VI ? até ontem também não aceitavam entrar na disputa sucessória. Para o empresário Marco Fireman, sua contribuição ao PSDB acontece fora do quadro sucessório. ?Essa possibilidade não existe. Nunca tive pretensão de entrar para a vida política. Em relação ao partido, minha contribuição acontece num outro nível, além do político-eleitoral?, explicou. O vereador João VI também não demonstrou interesse em ser vice na chapa de Wanderley Neto. Ele revelou que durante todo o dia de ontem manteve contatos com o vereador Renan Calheiros. Jorge disse que o peemedebista chegou a insistir pela sua entrada no processo. Além de Renan, ele também manteve contatos com o senador Téo Vilela. Popularidade O senador Renan considera o vereador o nome ideal para compor com Wanderley, por causa do apelo popular de seu nome. Jorge VI está indo para a sua quarta eleição como vereador e é visto como o ?embaixador? de Bebedouro, seu principal reduto eleitoral. ?Meu projeto é partir para a Câmara novamente. Os senadores, de fato, estão insistindo muito em minha participação. Mas não disponho de nenhum dado de pesquisa. Não sei como seria a aceitação. Além disso, tenho muita gente que depende de meu mandato. Teria de consultar muita gente para tomar uma decisão assim?, explicou Jorge VI, confirmando que participará de um novo encontro com Téo e Renan, hoje. Ele mantém dez ?Clubes da Melhor Idade? na periferia da capital. Além disso sua popularidade aumentou depois que conseguiu legalizar uma rádio comunitária no bairro. Outro detalhe é que, assim como o cabeça da chapa, médico José Wanderley Neto, ele também nunca teve seu nome vinculado a escândalos. Solução Em último caso, a solução para a confusão tucana será um nome vindo do próprio PMDB. Essa idéia, porém, não transita com facilidade no partido. Para os peemedebistas, eles já fizeram sua parte indicando um de seus quadros mais importantes, no momento. Se por um lado existe crise no PSDB, no partido o clima é de construção e articulação da campanha majoritária. Ontem, segundo um assessor, o partido definiu que o marqueteiro Orlando Pacheco trabalhará a imagem de Wanderley Neto para o pleito. O jornalista Mário Rosa (ex-revista Veja), será o consultor da equipe. Durante a reunião, ficou definida a realização de debates em universidades e sindicatos. Ontem, Wanderley confirmou a participação, durante o guia eleitoral e até em palanques, do ex-ministro da Saúde Adib Jatene.