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Senadora Helo�sa Helena diz que apoio a Regis “� pessoal”

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MARCOS RODRIGUES ODILON RIOS A senadora Heloísa Helena (ainda formalmente sem partido) disse ontem que apoiará o ex-deputado Regis Cavalcante (PPS) em sua campanha pela Prefeitura de Maceió. Sua decisão, entretanto, não reflete uma posição da legenda que ela está construindo, o Partido Socialismo e Liberdade (P-SOL). ?Meu apoio a Regis parte de um compromisso pessoal que tenho com ele. Nós até divergimos em nossas concepções políticas, mas ele tem a coragem e a sinceridade que outras candidaturas não têm. Tanto que está saindo sozinho para enfrentar o poder econômico?, explicou Heloísa. O apoio declarado da senadora não será compartilhado com os seus novos companheiros de militância. ?É que nós decidimos que para esse pleito não fecharemos com nenhuma candidatura. Isso não impede que as pessoas possam individualmente apoiar alguma candidatura. Isso é uma questão estratégica para nós, porque no dia da campanha estaremos colhendo assinaturas?, disse. Consulta Heloísa acabou revelando que Regis, por telefone, explicou que havia ?fechado acordo? para ser o vice do PSDB. Em seguida, voltou a fazer contato dizendo que o acordo fora desfeito pelos próprios tucanos com o apoio do PMDB. Segundo a senadora, ela optou por não interferir no processo de decisão de Regis. ?Ele não precisava me fazer consulta, nem comunicado, porque nosso compromisso não é partidário. Ainda assim, foi gentileza dele me comunicar. Disse, naquele momento, que ele ficasse à vontade. Naturalmente, ele sabia que com seus novos aliados eu não subiria em seu palanque?, confirmou Heloísa. Sobre o ?abandono? de Regis pelos tucanos e peemedebistas, Heloísa considerou um problema para os senadores que o convidaram. ?Entendo que Regis quis viabilizar a proposta que foi discutida. Com o não cumprimento do acordo, a vergonha fica para quem o convidou e depois não cumpriu a palavra?, avaliou Heloísa, sem querer citar os nomes dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Téo Vilela (PSDB). Heloísa Helena não discordou da decisão do TSE, que vetou o repasse de recursos do Orçamento da União para estados e municípios durante o período eleitoral. Ela afirmou que existem políticos que deixam de atuar no período normal (fora de campanha eleitoral) para, nas datas eleitorais, implementar um ritmo de trabalho centrado em obras. Por esta razão, disse que apóia o posicionamento do TSE. ?Entendo que a Justiça está cumprindo o seu papel, para evitar a manipulação eleitoreira dos recursos. O que deveria, de fato, era ter ocorrido uma cobrança maior por parte da bancada alagoana, que inclusive em sua maioria apóia o governo?, considerou a senadora. O governo federal também não escapou de suas críticas. Para a senadora, não existem compromissos da equipe de governo com os estados. ?A principal preocupação é a de economizar dinheiro, cortando ou contingenciando recursos, para sobrar para os banqueiros internacionais e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Eles só querem garantir o superávit primário (quando o governo economiza recursos públicos) para o pagamento dos juros da dívida externa?. P-SOL Foi com esse discurso que a senadora, depois de conceder entrevistas a emissoras de rádio da capital, se dirigia a populares. Ela participou da panfletagem do partido que está construindo. A legenda que está em construção precisa colher 438 mil assinaturas para conseguir sua legalização. Ontem, nas ruas do Centro de Maceió, algumas pessoas já assinaram o documento. A funcionária pública Genilda Ferreira disse que a iniciativa de criar mais um partido é boa, porque aumenta o debate democrático. ?Quanto mais partidos, melhor, porque trazem novas idéias?. Já o comerciante Márcio José, além de assinar o manifesto ao lado da senadora, no meio da rua, disse ser eleitor de Heloísa ?em qualquer partido que ela esteja?.

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