Política
AL TEM FILA DE 50 MIL CIRURGIAS ELETIVAS E 700 MIL EXAMES Médicos cobram insumos para realizarem os procedimentos nos novos hospitais do Estado ARNALDO FERREIRA REPÓRTER A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa se reunirá com o novo secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, para identificar a situação e estratégias com o objetivo de reduzir da longa fila de espera por cirurgias eletivas dos mais de 50 mil pacientes e dos mais de 700 mil exames que precisam ser feitos
Médicos cobram insumos para realizarem os procedimentos nos novos hospitais do Estado
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa se reunirá com o novo secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, para identificar a situação e estratégias com o objetivo de reduzir da longa fila de espera por cirurgias eletivas dos mais de 50 mil pacientes e dos mais de 700 mil exames que precisam ser feitos nos hospitais públicos de Alagoas. A pandemia do coronavírus estrangulou os procedimentos cirúrgicos até nos hospitais particulares. Um dos pacientes que esperam por uma cirurgia eletiva é o pedreiro Valter da Silva, 49 anos, cunhado da doméstica Márcia Pereira. “Meu cunhado não pode trabalhar porque não enxerga. Há dois anos precisa fazer a cirurgia de catarata pelo Sistema Único de Saúde e não tem definição da data”.
A doméstica disse que o cunhado vai regularmente ao médico para saber a data da cirurgia. “Os médicos passam o remédio e manda ele aguardar. Tem sido assim há dois anos”, desabafou Márcia, que tem outras amigas também esperando nas filas das cirurgias ortopédicas e do coração.
Filas
Os parlamentares da Comissão de Saúde da ALE avaliam que a pandemia do coronavírus estrangulou os sistemas público e privado da saúde. As direções dos hospitais particulares de Alagoas confirmam e adiantam que neste momento estão retomando as cirurgias eletivas, priorizando os casos mais graves. O presidente do Sindicato dos Médicos, Marcos Holanda, revelou que os hospitais públicos e particulares estão retomando as cirurgias eletivas e os exames. Os médicos dizem estar preparados para trabalhar na redução da longa fila de espera por cirurgias eletivas. O próprio presidente do Sindicato dos Médicos foi contratado para compor a equipe do novo hospital de Porto Calvo. “A fila de pacientes de cirurgia de hernia na região norte praticamente zerou, mas ainda tem muita gente esperando por histerectomia (retirada do útero), operação de vesícula, ortopedia e cirurgias cardíacas”, revelou Holanda. A fila de espera por cirurgias eletivas não para de aumentar. Ao ser questionado se os novos hospitais têm condições de participar dos programas para reduzir a fila das cirurgias. “No hospital onde estou trabalhando [Porto Calvo], a gente não consegue fazer muitas cirurgias porque, além de ser uma unidade porta aberta para urgência e emergência, enfrenta deficit de material cirúrgico. Dessa forma, a gente só consegue fazer no máximo duas cirurgias quando o ideal seriam cinco”. Os novos hospitais, segundo o líder dos 10 mil médicos alagoanos, avaliam que a estrutura da Saúde Pública estadual tem condições de reduzir a fila de espera por cirurgias, “mas precisam de insumos e material cirúrgico”.
LEGISLATIVO
Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026
Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026
ASA de volta aos treinamentos - 30/07/2026
Empresário é executado com seis tiros ao sair de casa
Homem é executado na frente da esposa e da filha de três meses em Santana do Ipanema
O presidente da Comissão Legislativa de Saúde, deputado Léo Loureiro (MDB), se mostrou esperançoso para a minimização do problema. “A fase aguda da pandemia do coronavírus passou. A situação está razoavelmente controlada. As unidades de saúde aos poucos estão retornando às suas rotinas. Agora temos um novo governo que pode ajudar muito a Saúde”. A Comissão de Saúde, na verdade, já fez o primeiro contato com o governador Paulo Dantas (MDB) e ficou definida uma reunião com o novo secretário de Saúde que apresentará aos parlamentares o planejamento da reestruturação hospitalar do Estado neste pós pandemia. O governador Paulo Dantas orientou o secretário a desenvolver estratégias para desafogar o Hospital Geral (HGE) que regularmente enfrenta o drama da superlotação e simultaneamente reduzir a fila de espera por cirurgias eletivas.
Depois do primeiro contato com o governador, o presidente da Comissão de Saúde disse acreditar que nos próximos 30 dias haverá um plano estratégico para redução dos casos prioritários. “Os setores de espera por cirurgias cardíacas, ortopédicas, vesículas entre outras são os mais estrangulados e precisam de respostas urgentes. Os pacientes da cardiologia, por exemplo, não podem esperar muito”, disse Loureiro ao destacar que o novo secretário, médico Gustavo Pontes de Miranda, “é um ortopedista de urgência e emergência, conhece de perto esta realidade. Por isso, estamos otimistas para a solução do caso da fila das cirurgias eletivas, para a saúde complementar e a atenção básica assegurada pelos municípios”, avaliou o deputado Léo Loureiro.
Leia mais na página A10