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Presidenta do PT-Macei� renuncia ao cargo

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MARCOS RODRIGUES O PT está sem direção em Maceió. A presidenta do diretório municipal, procuradora Cláudia Amaral, entregou o cargo ontem à direção do partido. Ela sai junto com outros dois militantes da tendência interna ?PT de Cara Própria?, Waldir Dias e Marcondes Machado. A crise na direção petista é mais um capítulo do que os radicais chamam de ?intervenção? nacional para a aliança com o PSB. Os dissidentes não votarão em Alberto Sextafeira, de quem o PT acabou como vice, com o sindicalista José Roberto. ?Estamos entregando nossos cargos porque não concordamos com os rumos que as coisas estão tomando. Sempre fomos a favor de uma candidatura própria e foi isso que o partido decidiu em convenção. Então, para não atrapalharmos o processo que contou com a intervenção nacional, estamos entregando nossos cargos?, explicou Cláudia. Ela confirmou que seu grupo e a tendência ?O Trabalho? recorreram internamente contra a convenção que oficializou a aliança do partido. O recurso, porém, foi apreciado, mas não foi consenso o seu envio ao Diretório Nacional. Cláudia disse, ainda, que ela e outros radicais e independentes do PT não pedirão votos para Sextafeira e só se empenharão em candidaturas a vereador. ?Continuaremos no processo, mas em busca de votos de duas candidaturas a vereador, uma no Bom Parto e outra em Cruz das Almas, além da participação na campanha de uma companheira em Atalaia?, revelou Cláudia. A decisão dos radicais, segundo Cláudia, não representa um sinal de rompimento com o partido. Ela negou que o grupo pense em deixar a sigla. ?Continuaremos no PT, mas defendemos o discurso de sua origem?. Foi em defesa desse retorno ao discurso histórico petista que começou a crise entre a senadora Heloísa Helena e o Diretório Nacional do PT. O resultado foi sua expulsão das fileiras do PT, juntamente com outros radicais. Intervenção A ?intervenção? a que se refere a ex-presidenta do Diretório Municipal aconteceu a partir de uma reunião em Minas Gerais. Há três semanas, o presidente do Diretório Estadual do PT e ex-pré-candidato Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, se encontrou com o presidente nacional do PT, José Genoino. Ele mediou a reunião com o governador Ronaldo Lesa. Em pauta, a aliança entre socialistas e petistas, depois de seis anos de rompimento. Acordo fechado, Paulão já voltou fora da disputa e em busca de um nome para vice que, com Alberto Sextafeira, encarnaria a chapa governista. O indicado foi o sindicalista José Roberto Mendes. Silêncio A aliança PSB-PT também foi criticada pelo delegado regional do Trabalho, Ricardo Coelho. Mas, há duas semanas, para ele está valendo a ?lei do silêncio?. Depois que reagiu à composição com a candidatura do governo, Coelho recebeu um telefonema de José Genoino. ?Ele [Genoíno] me pediu para evitar comentários sobre a aliança, por conta da polêmica?, informou Coelho, quando falou pela última vez sobre o assunto. Ricardo Coelho também defendia a candidatura própria do partido. Além disso, ele declarou publicamente que não concordava com o nome do vice-prefeito Alberto Sextafeira. Para Coelho, o fato de ele não ser um aliado de causas históricas, como a campanha pelas diretas, não lhe daria perfil para comandar uma aliança de esquerda. Coelho também está decidido a não fazer campanha para Sextafeira. Indagado sobre a possibilidade de sofrer retaliação, como a perda do cargo, ele demonstrou não acreditar que isso venha a acontecer. Coelho é fundador do PT em Alagoas. Militante desde a década de 80, ele já foi candidato em chapas majoritárias do partido. Ex-presidente do Diretório Municipal, foi favorável à expulsão da senadora Heloísa Helena, mas tem dito, atualmente, que concordava com suas críticas, exceto com a for-ma como eram feitas.

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