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PSB e Prona tentam impedir candidatura de Luciano Barbosa

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Sucursal Arapiraca - O advogado Carlos André de Mello Queiroz protocolou, ontem à tarde, no Cartório Eleitoral da 22ª Zona, ação de impugnação da candidatura do ex-ministro Luciano Barbosa (PMDB). O argumento do advogado, que defende os interesses do vereador e candidato a prefeito Adoniran Guerra (Prona), é o de que seria ?notória a relação de união estável existente entre o candidato José Luciano Barbosa e a atual prefeita Célia Rocha (sem partido)?. O candidato Adoniran Guerra e seus advogados não apresentaram provas do suposto relacionamento. ?No decorrer do processo, apresentaremos as evidências?, explicou Guerra, que já integrou o primeiro escalão do governo municipal. Na ação, eles pedem ao juiz que convoque cinco testemunhas, entre as quais a própria prefeita e o pároco da cidade, Aldo de Melo Brandão. ?Analisarei o pedido e, no momento oportuno, marcarei a audiência para ouvir as testemunhas?, informou o juiz João Luiz Azevedo Lessa. Pedido idêntico, baseado nos mesmos argumentos, foi entregue ao juiz pela coligação do candidato Dudu Albuquerque (PSB). A ação foi movida pelos advogados do PSB, Luiz Guilherme de Mello e Luciano Brito Filho. O presidente do Diretório Municipal do PMDB, José de Macedo, disse que os advogados do partido estão prontos para atuar na defesa do candidato Luciano Barbosa. Eles teriam analisado várias jurisprudências e casos idênticos que podem ser utilizados na defesa. Macedo sugere que a ação para impugnar a candidatura de Luciano Barbosa faz parte do ?desespero da oposição?, que não teria discurso para vencer o candidato apoiado pela prefeita Célia Rocha. ?Essa tentativa de cancelar a candidatura de Luciano Barbosa não passa de desespero. A oposição não tem projeto para derrotar o candidato da prefeita?, disse o advogado. Vice-prefeito O candidato a vice de Luciano também está na mira dos adversários e teve uma ação de impugnação registrada contra ele. O promotor eleitoral da 22ª Zona, Valter Omena Acioli, pediu, anteontem à noite, ao juiz eleitoral João Luiz Azevedo, o indeferimento da candidatura do empresário Everton Santiago (PSDB), vice na chapa encabeçada pelo ex-ministro Luciano Barbosa (PMDB). O promotor argumenta que, além de ter dupla filiação partidária, o empresário não se afastou do comando da Fundação de Assistência do Agreste (Funagra), uma entidade beneficente, pelo menos seis meses antes da eleição, como determina a lei eleitoral, segundo o promotor. O advogado do candidato, José Ventura, rebateu o promotor. ?Trata-se de ação infundada e inconseqüente. Não tem cabimento. A entidade é de caráter privado?, explicou, em defesa de seu cliente. A ação proposta pelo Ministério Público (MP), por meio do promotor Valter Omena Acioly, chegou ao juiz eleitoral na segunda-feira à noite. Segundo o promotor, consta dos arquivos do MP que a Funagra recebe verba pública para prestar assistência a pessoas carentes de municípios da região, motivo pelo qual seu presidente (Everton Santiago) deveria ter se afastado de suas funções seis meses antes do dia 3 de outubro, data da eleição. ?Não recebemos comunicado de seu afastamento do comando da entidade?, diz o promotor. Para o advogado José Ventura, que defende os interesses da coligação de Luciano, a ação do Ministério Público ?é infundada e inconseqüente?. ?A ação do promotor não tem cabimento?, diz o advogado. Segundo ele, o único contrato com o poder público dizia respeito à prestação de serviços para uma prefeitura do Agreste, mas expirou em janeiro deste ano. (MM)

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