Política
A��o n�o � ato pol�tico, diz Argolo
A divulgação da condenação do deputado e candidato a prefeito Cícero Almeida (PDT-PTB) não está vinculada a nenhuma candidatura em oposição à sua. A afirmação foi feita ontem pelo advogado Adriano Argolo, enquanto percorria redações de jornais, TVs e rádios da capital. ?Não tenho vinculação com nenhuma chapa para prefeito. Fui expulso do PT exatamente quando aceitei ser diretor do Baldomero. De lá [2001] para cá, não me agreguei a nenhuma sigla. Só estou divulgando que ganhei esta ação porque à época fiquei com meu nome exposto. Minha profissão requer que tenha uma boa imagem social e a denúncia de que era traficante me prejudicou?, afirmou Argolo. Argolo revelou que quando deixou a administração do presídio enfrentou, no início, ?os olhares? dos colegas de profissão e até de clientes sobre sua conduta. ?Não tinha outra forma para agir a não ser essa. Como só queria limpar minha imagem, sequer indiquei quantia pelo dano moral. Esse valor de R$ 25 mil é uma interpretação da própria juíza que arbitrou o pagamento. Como sei que o deputado teve aumento em seu patrimônio, não terá problemas para me pagar?, sustentou Adriano. Divulgação Sobre o fato de a divulgação da condenação acontecer depois que Cícero Almeida foi confirmado candidato, é uma coincidência, segundo Argolo. ?A Justiça tem um ritmo próprio para concluir seus trabalhos. Somente agora é que foi publicada no Diário Oficial a sentença da juíza. Logo, o fato de estar divulgando isso nesse momento eleitoral é mera coincidência?, disse o advogado. Assim como o advogado do deputado Cícero Almeida, o próprio Argolo reconheceu que sua ação civil não poderia se transferir para o contexto da Justiça Eleitoral. ?Nunca tive o objetivo de prejudicá-lo politicamente, mas sim o de provar que fui caluniado e difamado pelo repórter, que não tinha nenhuma prova contra mim. Diante da juíza, ele não apresentou uma prova sequer de que sou traficante, ou que tenha passagem por delegacia como tal ou ainda sou ligado a algum cartel?, desabafou o ex-diretor. Política Argolo se diz convencido de que tanto Sanguinetti quanto Almeida só o atacaram e ao secretário Tutmés por divergências políticas. ?Me refiro à política prisional. Nós queríamos uma política centrada nos direitos humanos. Não tivemos êxito, infelizmente. Cícero Almeida e Sanguinetti apoiavam outra política: a da violência?, finalizou Argolo. (MR)