Política
Almeida n�o comenta condena��o por cal�nia
MARCOS RODRIGUES O candidato da coligação PDT-PTB, deputado estadual Cícero Almeida, desconsiderou, ontem, a divulgação de um processo em que foi condenado a pagar R$ 25 mil por difamação contra o advogado Adriano Argolo, ex-diretor do presídio Baldomero Cavalcanti. A decisão, em primeira instância, da juíza Maria Valéria Calheiros ainda comporta recurso por parte de Almeida, o que já ocorreu. ?Esse assunto está sendo resolvido na Justiça e é lá que me manifestarei?, disse ontem Almeida. ?Não tenho o menor interesse em tratar desse problema agora. Não queremos vender essa imagem neste momento. Por não se tratar de acusação de um candidato, não vale a pena a exposição?, declarou Almeida, por intermédio de sua assessoria de imprensa. Difamação O advogado Adriano Argolo foi citado numa reportagem de TV, exibida em 2001, pelo então vereador Cícero Almeida, que atua como repórter policial. Segundo a reportagem, Argolo seria um dos envolvidos com a distribuição e o tráfico de drogas no presídio em que dirigia. Além disso, na seqüência da ?denúncia? ficou subentendido que Argolo, juntamente com o então secretário de Justiça, Tutmés Airan, eram ?ligados ao Cartel de Medelin?, na Colômbia. O caso veio a público depois que ex-funcionários do presídio, ligados ao ex-secretário Rubens Quintella, revelaram, numa gravação em fita cassete, o suposto envolvimento de Argolo e Tutmés. A especulação foi tornada pública numa coletiva na casa do vereador George Sanguinetti. À época, Almeida, que também era vereador da capital, fez uma reportagem dando com ?exclusividade? o conteúdo das supostas denúncias. Como era aliado de Sanguinetti, coube a ele dar o caráter ?sensacionalista? ao tema. E assim foi feito. O impacto das informações na administração do então secretário Tutmés Airan dificultou ainda mais sua relação com o governo, que não acreditava mais na ?política de humanização? que ele tentava implantar no sistema penitenciário. Além disso, o episódio contribuiu para o desgaste do então diretor Adriano Argolo, que se sentiu obrigado a entregar o cargo. Segundo ele, nos campos pessoal e profissional as denúncias, mesmo falsas, causaram problemas. ?Foi uma fase difícil. Onde eu andava na capital era identificado. Na família, o impacto das informações abalou todo mundo?, lembrou Argolo. Sanguinetti, que também seria condenado a pagar pelas falsas denúncias, fez um acordo. Ele publicou uma nota nos principais diários da capital, reconhecendo que o que denunciara não tinha fundamento. Foi perdoado.