Política
Nanicos t�m modelo nacional
A dificuldade que se detecta nas coligações com partidos maiores, para concluir os programas de governo para Maceió, não é encontrada nas legendas emergentes ou ?nanicas?. PSTU, PMN e PRP já têm seus programas de governo. Eles se baseiam numa referência municipalista (organização a partir dos municípios) nacional adaptada à realidade local. Para o pastor Ildo Rafael, essa aplicação não é problema. Primeiro, diz ele, porque seu partido possui um modelo de ?gestão compartilhada? que inclui ?transferência de experiência e aliança estratégica com técnicos, mesmo sem compromissos partidários?. Rafael não conta com um conselho político, mas com o apoio de técnicos ligados à universidade que o apóiam na definição do programa para a capital. E mais: afirma que seu conhecimento lhe dá condições de compreender onde pode atuar para mudar a ?cara da cidade?. ?Nosso conhecimento da cidade nos coloca dentro de sua realidade. Nesse aspecto, vale também ser autodidata (que tem conhecimento, mas sem formação)?, explicou Ildo. Se para o PMN a realidade oferece condições de adaptação do programa, para o PRP é preciso seguir linhas básicas para a construção do projeto. Segundo o candidato do partido, jornalista José Djalma, ?como foram os republicanos quem primeiro organizaram a sociedade política brasileira, suas bases são atuais?. Ele também tem contado com a ajuda de amigos para pensar em soluções para a cidade. Mas revelou uma teoria própria: ?Nada se cria, tudo se copia?, para explicar que o problema da poluição do Salgadinho pode ser solucionado. ?Existem experiências no mundo e aqui sobre isso?, lembrou. Já os socialistas do PSTU têm um programa centrado na defesa da luta e organização da classe trabalhadora. A candidatura do advogado Ricardo Barbosa é uma forma de denunciar o ?governo Lula e os acordos com o FMI?. A base ideológica do partido é socialista radical. (MR)