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achado diz que n�o teme uso pol�tico do desvio na Sa�de

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O secretário Estadual de Saúde, Álvaro Machado, afirmou ontem, na cidade de Campo Grande, a 160 km da capital, que se sente ?fortalecido no cargo? e não teme o uso político das denúncias sobre o ?rombo? de R$ 2,5 milhões descoberto na secretaria. Ele participou da abertura de mais uma edição do Governo no Interior. ?Não pensei em deixar o cargo?, disse Machado. ?Pelo contrário, estou me sentindo fortalecido, principalmente depois da manifestação pública do governador Ronaldo Lessa. Além dele, outros pronunciamentos foram de apoio?, declarou o secretário. Ele disse acreditar que o episódio poderá ser usado eleitoralmente, mas garantiu que não teme especulações. Segundo Machado, não existem vinculações do ocorrido com sua atuação na secretaria. ?Estou dando todo o apoio às investigações. Para nós, interessa descobrir os fatos, independentemente de quem esteja envolvido. Além disso, queremos reaver a quantia envolvida, porque esse dinheiro pertence ao povo de Alagoas?, afirmou o secretário. Machado disse que ?qualquer denúncia? envolvendo servidores ou irregularidades ?pode ser encaminhada à secretaria, onde será investigada?. Sobre as suspeitas de enriquecimento ilícito de funcionários, ele sustentou que não tomou conhecimento de ?nenhuma informação nesse aspecto?. Álvaro Machado não condenou o servidor Eduardo Menezes, o principal suspeito, já afastado dos quadros da secretaria. Mas defendeu que as apurações continuem. Ele também não fez referência à possibilidade de o esquema de desvio ter a participação de outros integrantes da secretaria. Para o secretário, o episódio envolvendo o chefe da contabilidade da secretaria não o atinge. ?Não me sinto responsável, porque quem trabalha comigo sabe do meu compromisso com os recursos públicos?, afirmou Álvaro Machado. A ?turbulência? na Secretaria de Saúde com o secretário mais antigo do governo estragou os planos do secretário de ficar fora da mídia. Depois de sua saída do comando da campanha do PSDB, a pedido do governador Ronaldo Lessa, ele esperava o anonimato, e o episódio o colocou em exposição. Para evitar maiores especulações sobre o ?rombo?, ele afirmou que os prejuízos não provocaram a falta de medicamentos no Estado.

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