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Candidata acusada fala � pol�cia sobre crime

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A candidata a prefeita de Santana do Ipanema Renilde Bulhões (PTB) depôs na quarta-feira na sede do Departamento de Polícia do Interior, no Farol. Ela foi apontada como suspeita na morte do radialista Jorge Lourenço, assassinado no último dia 11, em Santana. Renilde Bulhões é esposa do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Isnaldo Bulhões e mãe do deputado estadual Isnaldo Bulhões Júnior. Segundo o delegado que apura o caso, Walter Nascimento, a candidata estava em Maceió e havia desmarcado o depoimento, previsto para a manhã da última quarta-feira. Porém, de acordo com o delegado, no final da tarde, Renilde ligou para ele perguntando se poderia ser ouvida. Assim, o depoimento foi iniciado às 17h30, no Depin, e concluído às 20h. A candidata negou participação no assassinato. Para o delegado, Renilde é ?uma pessoa que está sendo investigada pela polícia?. Mas ele evitou falar que ela é acusada do assassinato de Jorge Lourenço. No depoimento, segundo o relato do delegado Walter Nascimento, Renilde declarou que nunca havia ameaçado o radialista, ?mas não concordava com o tipo de política que ele fazia, ou seja, atacar os adversários?. Conforme o delegado Nascimento, Renilde Bulhões disse à polícia que ?o próprio radialista teria procurado uma pessoa ligada aos Bulhões, querendo uma espécie de favor da família?, uma das mais poderosas e influentes da região. Carro de som No depoimento à polícia, a viúva de Jorge Lourenço, Genilda Freitas, disse que uma fita, reproduzida em um carro de som fazendo alusão aos números dos candidatos de Santana do Ipanema, com ironias eleitorais e de autoria do radialista, teria sido uma das causas do assassinato. Na fita, um dos números citados é o de Renilde. De acordo com o delegado, a candidata declarou, em depoimento, que ?a música não a incomodava na campanha, reconhecendo que aquela era a maneira de o radialista falar dos adversários?. Benefício ?Segundo o depoimento da viúva, Renilde teria se beneficiado com a morte do radialista porque ele fazia oposição a ela?, contou Nascimento. Genilda declarou à imprensa que Renilde é suspeita direta no crime. Segundo o delegado, a viúva do radialista, no terceiro depoimento à polícia, não apontou nomes de supostos suspeitos do crime. ?Outras hipóteses?, disse o delegado, ?estão sendo levantadas?, mas ele não deu detalhes. De acordo com Nascimento, apesar de a família declarar que Lourenço não tinha inimigos, a polícia descobriu que o radialista ?já havia levado um tiro?. Até ontem, foram ouvidas 15 pessoas, entre familiares da viúva, vizinhos e a candidata. Uma pessoa, casada com um parente de Renilde Bulhões, também será ouvida, mas o delegado não disse o nome.

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