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DEPOIMENTOS TENTAM SENSIBILIZAR CANDIDATOS A ADOÇÃO EM ALAGOAS

Para isso, o Tribunal de Justiça do Estado tem um projeto chamado de “Adoções Possíveis”

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Acrescenta a essas práticas, o projeto Pavimentando o Futuro, que já existe no Tribunal de Justiça e tem parcerias com empresas privadas e órgãos públicos. O objetivo é que esses parceiros priorizem a contratação de meninos e meninas que estão em entidades de acolhimento. Em paralelo a isso, o Tribunal de Justiça tem um projeto chamado de “Adoções Possíveis”. Depoimentos de crianças e adolescentes são divulgados para sensibilizar candidatos a adotarem acolhidos com perfis menos procurados. É o caso do adolescente Sidney Pereira, que tem 15 anos e é apaixonado por desenhos. Ele vive em uma casa de acolhimento há três anos. Antes disso, sobrevivia nas ruas de Maceió, passando por situações difíceis. “Eu quero uma família muito boa. Que me coloque em uma escola boa, me ajude e eu possa ajudar eles também. O que não pode faltar é amor e carinho. E em troca eu vou dar amor e carinho também”, diz o menino em vídeo divulgado no site institucional do Tribunal de Justiça, como parte do projeto Adoções Possíveis. “As pessoas que se habilitam para adotar, geralmente não querem crianças maiores. Acham que quando a criança é pequena, elas podem moldar a personalidade da criança. E isso é uma ilusão. A gente educa, tenta contribuir para o desenvolvimento, mas não tem garantia que vai ser do jeito que a gente quer”, afirma a juíza Fátima Pirauá. Nadja concorda com a magistrada. “Temos a criança que a gente idealiza e temos a criança real e cada criança tem a sua demanda. Ser mãe não é fácil. Ser mãe é amar com amor que dói e eu não entendia isso. Quando você passa a vivenciar a maternidade você descobre o que quer dizer isso. Hoje ela me chama de mãe e eu a chamo de filha. Sou uma mãe muito presente”, desabafa a professora Nadja.

Segundo Nadja, Janielle chegou à casa dela aos 11 anos, carente de atenção e com deficiência escolar e cognitiva. A menina estava no quinto ano, mas não conhecia muitas das letras do alfabeto. Ela foi colocada em uma escola em um horário e no outro teve aulas de reforço. Até que começou a ler sozinha e teve avanço significativo.

“Ela chegou muito carente de atenção. Hoje está bem melhor. Quando ela chegou na minha casa, ela não dormia só. Passou uma semana dormindo na minha cama. Eu tinha preparado o quarto dela, fui conversando e ela foi se acostumando. Tem que ter muita paciência, mas o amor requer paciência. Nossa família é formada por duas pessoas. Eu e ela. Eu digo para ela: a sua mãe lutou muito por você e ainda continua lutando. Vou lutar sempre, porque a mãe sabe do seu potencial e quer que você tenha um futuro maravilhoso”, finaliza.

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