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Arapiraca: padre dep�e e ajuda candidatura de Luciano

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Sucursal Arapiraca - Amparado pela cúpula do clero arapiraquense e por dezenas de religiosos, além de lideranças comunitárias e políticas, o monsenhor Aldo de Melo Brandão compareceu, ontem à tarde, ao cartório eleitoral da 22ª Zona para prestar depoimento no processo movido pelos advogados do PSB e do Prona que tentam cassar a candidatura a prefeito do ex-ministro Luciano Barbosa (PMDB), sob argumento de que ele manteria ?relacionamento amoroso estável? com a prefeita Célia Rocha (sem partido). Arrolado como testemunha pelos advogados dos candidatos Dudu Albuquerque (PSB) e Adoniran Guerra (Prona), o religioso prestou depoimento de uma hora e 15 minutos. Ele contou ao juiz João Luiz Azevedo Lessa que nada sabia e que nada tinha ouvido sobre o suposto relacionamento amoroso entre a prefeita e o candidato. O padre Aldo de Melo Brandão, 78 anos, dos quais 50 de sacerdócio, chegou ao cartório da 22ª Zona Eleitoral, às 14h de ontem, escoltado pelos padres Murilo, Raimundo Gomes, Paulo, Edilson e Luís Marques, todos pastores do rebanho católico que freqüenta as paróquias do município. No sermão do último domingo à noite, o padre ?não escondia o constrangimento? ? afirmou uma religiosa ? ?por ter sido convocado para prestar informações sobre a vida íntima de terceiros?. ?A Igreja está ofendida. Isto é um desrespeito?, completou a religiosa, que se diz católica fervorosa e integrava o coro das lideranças que fizeram do cartório palco de rápida celebração religiosa. Sob aplausos de religiosos, lideranças comunitárias e assessores do governo municipal, Aldo Brandão saiu do cartório sem prestar informações à imprensa. Polêmica ?O padre teve pura e simplesmente uma crise de amnésia. Disse que nada sabia e que nunca ouviu sequer comentários sobre o relacionamento da prefeita com o candidato?, disparou o advogado Marcelo Brabo, que defende os interesses do candidato Dudu Albuquerque (PSB). ?Disse que não ouviu nada e que o povo falava demais?, criticou César Teixeira, advogado do candidato Adoniran Guerra (Prona). Para o advogado Luciano Guimarães, que defende a candidatura do ex-ministro Luciano Barbosa (PMDB), o padre Aldo de Melo Brandão agiu com a verdade. ?O sacerdote disse que não tinha conhecimento do relacionamento dos dois porque não tinha interesse em ficar de olho na vida de terceiros?, explicou Guimarães. Para ele, a acusação não provou a existência de relacionamento entre o candidato e a prefeita Célia Rocha. ?Houve um relacionamento instável e passageiro, que durou um ano e meio e chegou ao fim em agosto de 2002?, completou. Encerrada a fase de depoimentos, começa hoje e vai até o próximo sábado o prazo para as alegações finais e para que o promotor eleitoral Valter Omena analise os depoimentos e ofereça ou não ao juiz pedido de anulação da candidatura de Luciano Barbosa. O juiz Azevedo Lessa terá outros cinco dias (contados a partir do próximo sábado) para tomar uma decisão favorável aos interesses da defesa ou da acusação.

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