Política
Jo�o Caldas se esfor�a para mostrar que sua candidatura a prefeito de Macei� � para valer
ODILON RIOS O candidato a prefeito de Maceió pelo PL, João Caldas, negou que esteja recebendo pressões da direção nacional do partido para que desista de ser candidato na capital e vá apoiar a candidatura de Alberto Sextafeira (PSB), hoje coligado com o PT. Para começar a campanha de rua na cidade, Caldas disse que está ?esperando a homologação? da candidatura. ?Será no dia 14. Sou candidato?, garantiu. Caldas voltou a dizer que tem o ?apoio do Palácio do Planalto? para sua candidatura, apesar de existir um acordo fechado há um mês entre a direção do PT nacional, que uniu PSB e PT na capital, sem incluir o PL na negociação. ?Nada que esteja coligado aqui significa que esteja lá?, avaliou o deputado federal, que já foi vereador e prefeito de Ibateguara, deputado estadual e, pela segunda vez, exerce o mandato de deputado federal. João Caldas foi o segundo candidato a prefeito de Maceió a participar de uma sabatina realizada pela TV GAZETA, que vai ouvir os oito postulantes que disputam a prefeitura da capital. Caldas foi ouvido sobre políticas para menores de rua em Maceió. O primeiro candidato a participar da sabatina foi Ildo Rafael (PMN). Em uma conversa entre a prefeita de Maceió, Kátia Born, (PSB), e o deputado federal, que aconteceu em Brasília, a prefeita teria sugerido a retirada do nome de Caldas da disputa municipal para dar apoio à candidatura de Alberto Sextafeira. Em troca, o PL ganharia cargos no governo. Almoço Caldas disse que almoçou no fim de semana com os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Teotonio Vilela Filho (PSDB) e atacou o candidato dos senadores, o médico cardiologista José Wanderley Neto (PMDB). ?Qual foi a convenção que escolheu José Wanderley? Qual foi o instituto que o escolheu? Não o conheço?, disse Caldas, avaliando que não iria ?perder tempo? com o candidato dos senadores. Sobre os comentários dos bastidores políticos, de que ele seria um candidato ?laranja?, Caldas atribuiu o caso à ?inveja dos opositores? e disse que, a exemplo de sua última candidatura a prefeito, em 2000, não tem dinheiro nem tempo de TV para ?colocar o bloco na rua?.