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Governo espera vota��o para avaliar sua nova base na ALE

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O retorno da Assembléia Legislativa às atividades, ontem, pode ter marcado o início de ?rachas? na base de apoio ao governador Ronaldo Lessa (PSB). Antes do recesso, Lessa tinha como opositor apenas o deputado petista Paulo Fernando dos Santos, Paulão. Quando anunciou sua entrada para a base de apoio ao governo, depois da aliança que o PT fez com o PSB, o deputado Paulão já havia antecipado possíveis dissidências. Ele citava como exemplos cidades do interior do Estado, onde, por causa dos acordos, candidatos ligados aos deputados poderiam ficar sem o apoio do Palácio Floriano Peixoto. Porém, o primeiro sinal de que a base pode sofrer perdas foi dado na segunda-feira, durante a inauguração do comitê do candidato da aliança PDT-PTB, deputado Cícero Almeida, no Farol. Compareceram ao ato os deputados Nelito Gomes de Barros (PFL), Gilvan Barros (PL), Fernando Gaia Duarte (PPS) e Cícero Amélio (PMN). Os quatro foram saudados pelo próprio candidato Cícero Almeida como parlamentares que apóiam sua ?batalha? política pela sucessão da prefeita Kátia Born. Os deputados Barros, Duarte e Amélio são filiados a partidos que lançaram candidaturas próprias pelo PL, PPS e PMN, respectivamente. A candidatura do PL é encabeçada pelo deputado federal João Caldas, enquanto o PPS lançou o ex-deputado federal Regis Cavalcante. Já o PMN tem como candidato o radialista e pastor Ildo Rafael. No Palácio, a situação dos parlamentares da base aliada ligados a candidaturas de oposição é vista com desconfiança e tratada com cuidado. Segundo assessores, o governador quer evitar se posicionar, antes de ver o comportamento dos deputados nas votações de interesse do governo. Para a líder do governo na ALE, deputada Maria José Viana (PSB), o raciocínio é o mesmo. Ontem, por intermédio de sua assessoria, ela evitou comentários sobre a posição política de seus colegas. Segundo a deputada, depois do recesso de um mês, ainda não foi possível detectar mudanças no perfil da bancada. Hoje os deputados devem avaliar cinco projetos de interesse do governo, encaminhados no fim do mês passado. (MR)

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